Jogos novos para vós em Fevereiro de 2021

Retrato de Mallgur

Coloquem em resposta os jogos que jogaram pela primeira vez neste mês e as vossas opniões sobre os mesmos.

As ferramentas do Grimwold ajudam bastante a saber quais foram.

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A nossa cidade

Se na nossa cidade há muito quem troque o B por V, há muito pouco quem troque a liberdade pela servidão. - Almeida Garrett

My City - 2 partidas
Publicado em 2020
Board Game: My City

Não escondo de ninguém a minha apreciação pelos jogos de Reiner Knizia. Desde que me envolvi mais profundamente no mundo dos jogos de tabuleiro que os títulos desse designer me acompanham e deliciam com a mistura de simplicidade de regras e profundidade de decisões que oferecem.
Claro que um autor com centenas de obras publicadas não pode acertar sempre e compreendo muitas das críticas que lhe apontam, especialmente na reutilização de mecânicas e proliferação de pequenas variantes do mesmo título. Porém, um autor com centenas de obras deve ser sempre escutado. Mesmo as mais fracas das suas obras contêm algo útil... E isto é tão verdade nos jogos como em qualquer outra forma de arte ou expressão cultural.
Este My City é uma abordagem de Knizia ao chamado jogo legacy, em que as várias partidas que se vão jogando vão alterando o próprio jogo, tornando-o uma obra que evolui e se tranforma a cada interacção que temos com ela. Neste caso a opção foi por um controlo apertado dessa evolução. As alterações às regras são diminutas de jogo para jogo (pelo menos do que pude já ver) e estão preparadas para 24 partidas. Além disso existe o jogo "eterno" para se jogar quando se quiser.
É um jogo simples e familiar de colocação de polióminos que remete muito para o FITS (2009) deste autor ou para o Patchwork (2014) de Uwe Rosenberg.
Por um lado, não fiquei fascinado. É demasiado simples, embora ofereça algumas decisões. Por ourto, fiquei curioso com o que poderá estar escondido nas versões mais "evoluídas" que o jogo encerrará nos capítulos mais avançados... Talvez aí esteja uma boa surpresa.
Pelo que tenho lido e visto de críticos cuja opinião valorizo, é uma excelente introdução à ideia de um jogo que se modifica conforme é jogado, orientada ao ambiente familiar.
Talvez um dia, quando houver mais tempo para dedicar a um conceito deste tipo, acabe por mergulhar nessas 24 partidas...

Almanac: The Dragon Road - 1 partida
Publicado em 2020

Board Game: Almanac: The Dragon Road
 
É um jogo de alocação de trabalhadores, com colecção de conjuntos de tiles, na sua essência.
A coisa peculiar que o diferencia é que se trata de uma série de mini-jogos sucessivos e nem sempre serão os mesmos pois de ronda para ronda existem duas hipóteses de "caminho" diferentes que levam a modificações simples nas regras que limitam as duas mecânicas principais que descrevi antes.
Está engraçado e divertido e o elemento "narrativo" ajuda a manter o interesse. Os vários mini-jogos são diferentes entre si mas as regras de cada um são simples o suficiente para que não se atrase o jogo a cada mudança de capítulo...
No fundo temos aqui uma espécie de jogo-livro à semelhança daqueles livros de aventuras onde tínhamos várias opções ao fim de cada secção que nos faziam saltar para outra e ir lendo uma história que ia mudando conforme as nossas escolhas, mas agora com uma sucessão de "paragens" ao longo de uma estrada onde vamos trocando e recolhendo mercadorias, melhorando a capacidade da nossa "caravana", até chegarmos à cidade final onde tentaremos fazer a nossa fortuna.
Se há algo a apontar-lhe é uma certa semelhança entre as duas secções finais que fazem com que a estratégia ao longo das rondas anteriores deva apontar para algo muito semelhante e assim diminua a variabilidade de opções estratégicas.
O balanço é positivo, ainda assim.
Experimentem, quando puderem.

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Não me irrita perder porque cada derrota ensina algo e torna a próxima vitória mais gratificante.