[quote=Strilar]De qualquer forma o "saber quais são as variáveis chave" para mim acho que fazem PARTE do jogo e não devem ser logo de conhecimento publico.
Isto porquê? Porque cada personagem sabe em média como 2 outros personagens podem ganhar (tu como filho Bastardo por exemplo sabias como a Rainha ou o Archbishop poderiam ganhar, mas não como a Baronessa ou o Tesoureiro iam ganhar), outros personagens têm informações semelhantes. Portanto acho que descobrir o que cada personagem "quer" que deve fazer parte das negociações e interação durante o jogo. Interagindo com os outros jogadores ficas a saber se ele quer mais dinheiro, status, favor, ou se quer conspirar contra uma certa pessoa em especifico. Qualquer coisa que incentive a interacção dos jogadores uns com os outros parece-me uma boa ideia.[/quote]
Não me terei explicado bem. Eu não disse que os jogadores deveriam saber à partida quais são os objetivos de cada personagem, concordo contigo que isso retira suspense e interesse ao jogo. O que eu queria dizer é que cada jogador deve saber que esses objetivos se prendem com dinheiro, status, favor e caraterísticas específicas (como ser ou não ser herdeiro), mas sem saber quais desses objetivos interessam a quem.
[quote]É possivel que este seja o caso, mas eu pessoalmente não achei o jogo assim tão "aleatório". Há que tentar perceber a diferença entre uma coisa ser aleatória (ser completamente decidida pela sorte) e uma coisa ser fora do controlo de um jogador. … As cartas de Status e Intriga podem ser dadas aleatóriamente, mas é na fase de diplomacia que se dá bom uso dessas cartas. Ex: tu podes querer baixar o favor ou status de outro personagem mas não te calhou nenhuma carta para isso, mas ALGUEM há de ter esse "poder", tens é que encontrar a pessoa certa e conseguir negociar para que ela a use a teu favor.[/quote]
O problema está mesmo aqui. Por um lado, as cartas de status e de intriga não são equilibradas e um jogador pode acabar com cartas que praticamente não lhe servem para nada, sobretudo quando se atende à interação entre estas cartas e a caraterização das várias personagens. Por outro lado, para os jogadores poderem seguir o raciocínio que indicas e negociar, têm de conhecer as cartas de intriga e de status, o que não acontece, portanto acabam a jogar às cegas. É verdade, há a lista das personagens de status com a sua descrição sumária mas apenas posso sugerir que da próxima vez tenhas uma cópia para cada jogador.
Também é certo que num segundo ou terceiro jogo os jogadores vão jogar estas cartas de forma mais cuidada, mas aí já se perdeu a surpresa de não saber nada do cenário de partida…
[quote]Concordo que a dase de diplomacia tenha que ser mais controlada[/quote]
Nota que não é meramente uma questão de limitar o tempo de jogo. Está aqui também em causa pôr pressão sobre os jogadores para apostarem nas negociações que lhes interessam mesmo e correrem o risco de não conseguirem falar com alguém se outro jogador se antecipou e não sobrar tempo. Isto parece-me ser uma caraterística do jogo. Valoriza-se aqui também a questão do status pois uma personagem com status mais alto tem o poder de interferir com as ñegociações de personagens com status mais baixo.
[quote]Concordo que a fase de Conselho deva ter tempo limitado[/quote]
Há na fase de Conselho três componentes: apresentação de petições, discussão das petições, votação das petições. Para que tudo funcione em 10m é porque não há discussão, apenas apresentação e votação das petições. Mas a discussão também foi interessante. O tempo desta fase pode ser limitado se:
O jogador tiver de apresentar a petição sem considerações preparatórias ou adicionais (diz o que quer e pronto);
O rei pedir apenas a opinião de uma das outras personagens em cada petição, em lugar de haver uma discussão generalizada; esta personagem pode ser a visada com a petição ou outra, à escolha do rei (que deve ser equilibrado nas escolhas);
Em lugar de as votações serem pessoa a pessoa, se usar do sistema de bola branca e bola preta (ou equivalente): cada personagem tem uma bola branca (voto a favor) e uma bola preta (voto contra) e todos revelam o seu voto ao mesmo tempo. Mas então perde-se a possibilidade de ajustamento do sentido de voto em função do que os demais vão votando. Enfim, se experimentares várias soluções, acabas por chegar à que for mais interessante.
Só uma última nota: a opção de jogares com 7 jogadores faz sentido, parece-me que o jogo ganha bastante por ter um grupo grande.