Pois é. Parece que os proprietários do SPA mais movimentado do Porto têm alguns problemas em que nós usemos um espaço que não lhes pertence. Mas enfim... não vale a pena entrarmos em conflitos.
Temos mesmo é que encontrar uma solução.
Já estou a fazer esforços para contactar o Contagiarte e averiguar da possibilidade de eles disponibilizarem uma sala só para nós quinta-sim, quinta-não. Hoje não estava nenhuma das pessoas a quem deveria expor a situação mas irei tentar de novo amanhã.
Também pensei em contactar o Tropical a ver qual seria a posição deles em relação a usarmos a esplanada deles, uma vez que ela não tem realmente muito uso e o Tropical é, provavelmente, a única loja por causa da qual valerá a pena manter o Cristal Park aberto... Nem que seja para ver até onde poderemos ir.
Mas esta situação tem outras implicações. Não é só o encontro de quinta que está em causa. O mensal também... e esse será mais difícil de resolver, parece-me.
Esta situação deu-me que pensar e creio que deveremos começar a analisar um passo que tenho tido muita relutância em considerar darmos. A constituição de uma sociedade, ou clube ou que lhe quiserem chamar... Andava à espera de chegarmos aos 100 membros (reais... RicMadeira, quando terei uma resposta tua?) para levantar esta hipótese por achar que esse seria um número suficientemente grande para pensar nisso.
É verdade que já no passado se falou nisso a nível nacional e, nessa altura como agora, é algo que me causa alguns calafrios. Tenho a ideia, e costumo afirmá-lo, de que a melhor forma de destruir uma boa ideia é torná-la numa instituição. Os exemplos são inúmeros...
Mas a verdade é que não poderemos andar a viver de "favores" eternamente. Se quisermos um espaço para nós, sobre o qual tenhamos controlo e onde possamos impor as nossas regras ao invés de nos termos que sujeitar às regras e caprichos dos outros, teremos de ter alguma forma de nos fazermos representar e exercer os nossos direitos e deveres.
Um clube poderá alugar um espaço onde se possam realizar os encontros. Poderá ter uma mais respeitosa recepção da parte de outras instituições, etc... Esta é uma realidade triste, é verdade, mas é algo incontornável numa sociedade tão agarrada às burocracias como a nossa.
Por outro lado um clube implica quotas, dinheiros, papéis, representantes, etc... e junto com isso tudo há o velhinho e tão Português "síndrome do presidente da junta"... Já o vi tantas vezes que, realmente, é algo que me assusta.
Irei mantendo registo aqui dos progressos (ou não) que for fazendo mas, entretanto, gostava de ler as vossas opiniões acerca deste assunto e mais do que isso, peço-vos e agradeço desde já, quaisquer iniciativas ou esforços para ultrapassar esta situação.. É algo que só ultrapassaremos juntos e que só vale a pena ultrapassar desse modo. Juntos.