Primeiras notas

(Ainda ando a ver como é que coloco aqui ficheiros. Alguém me pode ajudar?)

Porquê um jogo sobre o Alix? Por várias razões:

Em miúdo li alguns livros da série e ficaram-me na memória. Não era a melhor série de BD, mas era boa na mesma. Ora com a reedição e publicação pela ASA e Público parecia uma boa oportunidade.

Gosto muito do Prince Valiant (BD e jogo) e a série do Alix era o mais próximo que existe em termos de BD europeia (ou quase, se descontarmos a menos sucedida do Chevalier Ardant).

É uma hipótese de introduzir um jogo de iniciação em português para o mercado português.

Quando atirei o barro à parede da Casterman a resposta foi positiva. Confesso que não estava à espera mas depois de o fazer fiquei «obridgado» a levar o projecto para a frente.

Há uma infinidade de materiais adaptáveis, quer as histórias de BD, quer uma série de livros sobre o Mundo Antigo publicados pela Casterman. É uma base de trabalho excelente para o desenvolvimento de um rpg.

Devo dizer que a releitura da série ao fim destes anos todos me deixou perplexo. Por um lado, tem evidentes debilidades de construção de enredos. O Jacques Martin não estava ao nível de um Hergé ou de um Jacobs. Por outro lado, as debilidades de construção de enredos das histórias do Alix são bastante sedutoras. Elas soam a «verdadeiras» em termos de rpg. É uma noção que ainda não consigo explicar bem.

Por outro lado, as histórias são muito «gráficas», cheias de acção e esta é narrada de uma forma interessante. É uma muito boa base de trabalho para o desenvolvimento de um sistema de jogo. Com o adicional de que colocam questões de fluxo da acção que não são tratadas na maior parte dos rpgs que conheço e que, por isso, obrigam a um trabalho de design criativo.

Parabéns pela iniciativa Sérgio, espero que as coisas corram de acordo com o esperado ou melhor.

Mas só para efeitos de referência (para mim e para outros que não saibam), quem ou o quê é o Alix?

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Ah, bem. É demasiado evidente para mim, está visto!

O Alix é o herói de uma série de banda desenhada belga criada por Jacques Martin e continuada por outros depois da morte deste. A série (ou melhor, parte da série) foi publicada entre nós pela ASA e está a ser reeditada pelo jornal Público às 4ªs feiras, sendo publicados 16 volumes - esta semana é publicado salvo erro o 15º. Como é evidente, tenho vindo a comprar a série com o Público...

As aventuras de Alix passam-se no Mundo Antigo centrado na Roma republicana dos tempos de Júlio César. Alix é um jovem de origem gaulesa que foi adoptado por um general romano. Quando este morre, Alix sucede-lhe à frente da família Gracus e torna-se assim membro do patriciado. Apoiante de César no conflito que opõe este a Pompeu (uma das linhas de força da série), Alix torna-se uma espécie de agente daquele para todo o tipo de missões que o levam a todos os cantos do Mediterrâneo e da Ásia.

As aventuras são muito movimentadas, com constantes mudanças de rumo. Os enredos são por vezes bastante forçados e algo artificiais, com imensas coincidências felizes. Mas do ponto de vista de rpg isso não é necessariamente um defeito - quantos jogadores de rpg são bons cenaristas e conseguem desenvolver um enredo cinco estrelas?

Há muito combate mas os heróis nunca sofrem dano real e... nunca matam! (Sobretudo Alix.) No entanto, há mortes entre as personagens secundárias e até algum realismo político e social com temáticas até algo politicamente incorrectas - não é uma série estritamente para crianças. É pois uma série que pode ser levada em muitos sentidos.

De um ponto de vista gráfico é muito bom na reconstituição do mundo romano. Tem imensa coisa em que posso pegar para a ilustração e mesmo para a concepção do jogo.

Sérgio Mascarenhas

Já coloquei o primeiro ficheiro com uma breve introdução e a criação de personagens. Penso que o podem aceder ao mesmo na página de editar, no link para os anexos.

Sérgio Mascarenhas

Aqui vão alguns links para sítios sobre o Alix:

ASA https://www.asa.pt/pesquisa.php

Casterman https://bd.casterman.com/catalogues_list.cfm?CategID=1185&OwnerId=1184

Público https://loja.publico.pt/categories.php?category=Livros/Banda-Desenhada/Colec%C3%A7%C3%A3o-Alix

Wikipedia

- francês https://fr.wikipedia.org/wiki/Alix_(bande_dessin%C3%A9e)

- inglês https://en.wikipedia.org/wiki/The_Adventures_of_Alix

Sítio dedicado ao Alix (fr) https://www.alixintrepide.org/

Sérgio Mascarenhas

É que só os admins podem aceder ao ficheiro se não se ligar a opção “listar” do anexo.

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim

Não, é para serem acedidos pelos membros do grupo. Obrigado pela dica, é a primeira vez que crio aqui um grupo e ando aos papéis para ver como isto funciona.

Sérgio Mascarenhas

Alteração feita, já está «listado».

Sérgio Mascarenhas

E posso dizer que o jogo tem desde já potencial! Reconheço uma mistura de ideias e tendências tuas de que já falaste ou demonstraste antes mas vê-las toda debaixo de uma “bandeira” comum dão-lhes uma frescura e um foco muito interessantes.

De momento deu-me logo vontade de o experimentar e tenho quase a certeza que as referências à série de TV “Roma” vão ser mais que muitas.

Estou a gostar do modo como vais apresentando o universo do Alix e ao mesmo tempo explicando as regras e as mecânicas. Claro que algumas delas ainda estão pouco definidas, especialmente no âmbito da “Situação Corrente”.

Reparei nalguns erros ortográficos mas de resto a escrita está fluída. A nível de vocabulário reparei que não percebi bem a que público-alvo se destina o jogo: a veteranos da BD e/ou de RPG ou ao jovens fãs da BD?

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim

É verdade, ando à roda com as mesmas ideias mas a implementação concreta tem muito de pragmático. Por exemplo, a minha ideia original era usar d20 mas optei pelos d6 porque são muito mais acessíveis entre nós... e porque são o dado romano por excelência! (Na minha mente vejo sempre o jogo a ser jogado com dados com os numerais romanos, é claro.)

Quanto a experimentares, podes ir tentanto criar umas personagens e postá-las aqui. Depois dizes se conseguiste criar as personagens que tinhas em mente. Nota, porém, que apenas divulguei as regras básicas de criação de personagem. As avançadas darão muito mais opções... quando forem escritas. De qualquer das formas, tens o Prince Valiant portanto podes fazer uma ideia de qual o sentido em que eu irei trabalhar a esse nivel.

Quanto a experimentar o jogo propriamente dito, daqui por um par de semanas já espero poder postar as mecâncias básicas. Elas estão escritas, mas tenho de acrescentar exemplos retirados das histórias de Alix. Os exemplos que tenho eram para um rpg de fantasia genérico. Acontece que a estrutura dos exemplos muda um pouco (os criados por mim têm exemplos gráficos de todas as alternativas de resultado; ora eu não encontro no Alix um conjunto de alternativas igualmente completo).

Tenho lá para casa a série de tv ou alguns dos episódios num disco rígido. Não sei se corresponde exactamente ao tom do Alix. O pouco que vi da série é demasiado Marines de mini saia... O Alix é mais Lawrence da Arábia de mini saia!

Os erros serão para corrigir, sem dúvida e a qualidade da escrita terá de ser melhorada. Neste momento o que me preocupa é se os termos técnicos utilizados são adequados. Podem haver expressões melhores - mais simples, mais sonantes, mais fáceis de memorizar, etc. É um dos aspectos em que gostava que vocês criticassem a fundo o esboço de jogo.

Quanto ao público alvo, não é de jogadores de rpg. Em princípio é para quem conheça a BD e goste desta. Depois para quem mesmo não conhecendo a BD acabe por conhecer o jogo e chegar à BD por via deste. Mas é sempre para um público alargado que nunca se deparou com rpgs de mesa no passado. (É possível que introduza na versão final uma subsecção introdutória para quem já os conheça e outra para quem conheça rpgs de computador, para fazer a ponte.)

Et pour cause, diz-me lá se encontraste a passagem onde eu me refiro ao jogo como «jogo de personagem»...

Sérgio Mascarenhas

De facto, esta é uma boa oportunidade para põr o pé na porta e fazer sair um livro de RPG.

Já li o que escreveste até agora e, na sequência daquilo que já explicaste sobre os pressupostos das capacidades das personagens, gostava de saber mais sobre o que pretendes fazer com o jogo em geral, para além da questão do público-alvo que o jrmariano já referiu e de coisas mais logísticas como de tempo para preparação necessário, número de jogadores, idades recomendadas, formatos de publicação, etc. Confesso que também não conheço quase nada sobre a fonte e, mais do que isso, acho que estou mais interessado no teu RPG da BD do que na BD em si Laughing por isso, gostaria de saber mais sobre o que queres fazer com ele.

A introdução com o título "As Aventuras de Alix" destaca o mundo em si e descreve o ambiente em termos gerais, mas acho que gostava de saber mais sobre o que fazem as personagens, que conflitos é que encontram, quem é o Alix e o que é faz dele um protagonista nestas histórias (do teu ponto de vista como autor deste RPG e não como leitor da BD)? O tema da BD é o Império Romano, mas qual é o assunto? Intriga? Descoberta de novas culturas? Conquista de território para sobreviver? Tudo isto ao mesmo tempo? Por exemplo, se as convicções que vêem na criação de personagem são importantes e são aquelas e não podem ser outras, o que é isso diz acerca do jogo? Acho que há aqui mais qualquer coisa que eventualmente pode ser incluída na introdução ao jogo.

Obirgado pelo feedback Rick.

[quote=Rick Danger]gostava de saber mais sobre o que pretendes fazer com o jogo em geral[/quote]

Aqui vai, ponto por ponto e no fim mais alguns da minha lavra.

[quote]coisas mais logísticas como de tempo para preparação necessário[/quote]

A ideia é que o jogo exija um mínimo de preparação. Como? Se tudo correr bem criarei (eu ou outro pessoal que se associe ao projecto) cenários pré-criados. E depois quero que o jogo tenha ferramentas para os cenaristas criarem os seus cenários com um mínimo de esforço.

Eu bem sei que a maior parte do pessoal não conhece os meus jogos de referência (Toon, Prince Valiant, Maléfices) mas estes são jogos exemplares deste ponto de vista. Eu não vou fazer exactamente como nestes jogos mas vou avançar no mesmo sentido.

Ou seja, sistema bastante simples pois quanto mais complexo mais exige em termos de tempo de preparação. E bastantes materiais que facilitem aos jogadores, em particular os cenaristas, desenvolverem os seus cenários com um mínimo de esforço.

[quote]número de jogadores, idades recomendadas[/quote]

De 2 (um cenarista e um actor) a... 6 (cinco acotres)? Sejamos realistas: quantas pessoas se juntam à volta de uma mesa para jogar um jogo? A ajuizar pelos jogos de tabuleiro, uma questão recorrente é a de saber se o jogo X ou Y funciona bem com dois jogadores... Acho que posso apontar sem problemas para 3 a 5.

Quanto às idades, a partir dos 10 anos. Aí vai ser importante a expressão escrita mas é questão que deixarei para mais tarde.

[quote]formatos de publicação[/quote]

Adorava publicar uma caixa cheia de material... e depois vários livros e outros materiais adicionais. Simplesmente, é demasiado cedo para dar uma resposta a esta questão.

[quote] Confesso que também não conheço quase nada sobre a fonte[/quote]

Parece que por aqui ninguém conhece BD belga clássica, nem mesmo quando republicada por um jornal a baixo custo... Era bom saber qual o sucesso da edição do Público. Oportunamente, ou seja, quando tiver uma primeira versão do jogo pronta, vou falar com eles para saber. Isso é importante para ter a certeza de que estou a apontar a direito com a opção pelo Alix.

[quote]e, mais do que isso, acho que estou mais interessado no teu RPG da BD do que na BD em si Laughing por isso, gostaria de saber mais sobre o que queres fazer com ele.[/quote]

A BD é uma excelente forma de pôr o jogo de pé, é tão simples como isto. Dá-me imensos exemplos e fontes de inspiração. Ajuda-me a disciplinar as ideias. E permite-me pensar de forma visual, o que me facilita muito o trabalho pois penso muito dessa forma.

O que fazer com o jogo? Ele é muito simples. Se tiver sucesso penso que o posso direccionar para outras ficções dirigidas para jovens. Há várias outras séries além da do Alix que posso explorar. Mas é muito cedo para pensar sobre isso. Afinal, ainda nem tenho o jogo do Alix feito...

[quote]A introdução com o título "As Aventuras de Alix" destaca o mundo em si e descreve o ambiente em termos gerais[/quote]~

A introdução é provisória, serve apenas para dar uma ideia e mais nada. É algo que terei de rever de cima a baixo depois de ter o conteúdo propriamente dito assente.

[quote]mas acho que gostava de saber mais sobre o que fazem as personagens, que conflitos é que encontram[/quote]

As histórias do Alix são muito de investigação e de resolução de conflitos políticos onde o Alix é agente e não actor principal. Por exemplo, o Pompeu decide criar dificuldades ao César e mandar a espada do Vercingetorix para a Gália para que os gauleses provoquem sublevações. O Alix fica a saber e tenta impedir que os agentes do Pompeu sejam bem sucedidos. O meu jogo vai funcionar na base de pressupostos semelhantes.

[quote]quem é o Alix e o que é faz dele um protagonista nestas histórias (do teu ponto de vista como autor deste RPG e não como leitor da BD)?[/quote]

Já respondi muito superficialmente à primeira questão. Eu acho que o jogo se deve centrar em personagens relacionadas com o Alix mas não neste. Assim como o César é a grande personagem mas não está no centro das histórias, o Alix pode desempenhar o mesmo papel para as personagens dos actores.

[quote]O tema da BD é o Império Romano, mas qual é o assunto? Intriga? Descoberta de novas culturas? Conquista de território para sobreviver? Tudo isto ao mesmo tempo?[/quote]

Um pouco de tudo isso, sim. Mas tudo isto de forma simples e alta em acção. Os enredos do Jacques Martin têm inflexões permanentes. De um ponto de vista de técnica narrativa são pouco trabalhados. Só não são medíocres porque ele mete sempre algo que faz pensar. Ora isto é uma vantagem do ponto de vista do rpg! É que os enredos dele funcionam muito como um jogo de rpg criado por pessoal comum sem grande domínio da técnica narrativa.

[quote]Por exemplo, se as convicções que vêem na criação de personagem são importantes e são aquelas e não podem ser outras, o que é isso diz acerca do jogo?[/quote]

Bem, as convicções são aquelas e não podem ser outras nas regras de base. Eu tenho em mente regras avançadas que permitem aos jogadores variarem as convicções ou aprofundarem as de base. Aqui aflora a influência do Prince Valiant (e dos jogos de mesa ou dos jogos de guerra, quer dizer, de jogos criados para serem jogados...). Eu acho que há toda a vantagem em dividir as regras desta forma. Uma pessoa que compra um jogo não deveria precisar de digerir centenas de páginas de regras complexas para começar a jogar. Antes, é preferível dar a matéria passo a passo, pondo-a em prática por etapas.

[quote]Acho que há aqui mais qualquer coisa que eventualmente pode ser incluída na introdução ao jogo.[/quote]

Sem dúvida, a introdução precisará de ser muito retrabalhada. Neste momento o que me interessa é o resto...

E quanto ao resto a minha abordagem vai ser a de utilizar ao máximo conceitos da técnica narrativa de ficção. Cenarista, actor, personagem, cenário, enredo, cena, climax, etc., são conceitos que estou a utilizar ou que vou utilizar. O jogo não terá turnos ou equivalente, terá cenas. E as cenas serão compreendidas nos termos da construção de uma ficção, ou seja, como uma unidade de tempo, espaço, etc. em que ocorre algo que faz avançar o enredo, que dirige a acção para o climax.

Sérgio Mascarenhas

[quote=smascrns]A ideia é que o jogo exija um mínimo de preparação. Como? Se tudo correr bem criarei (eu ou outro pessoal que se associe ao projecto) cenários pré-criados. E depois quero que o jogo tenha ferramentas para os cenaristas criarem os seus cenários com um mínimo de esforço.[/quote]Como preparação quero dizer, se quiseres, quantas horas de leitura e quantos minutos de preparação tenho de investir para encenar um desses cenários pré-criados. Eu já adivinhava que queres adoptar uma abordagem modular por isso, se for possível o primeiro módulo ser um cenário introdutório que se começa a jogar em cinco minutos com personagens pré-feitas, óptimo.

Pessoalmente, tenho curiosidade em saber mais sobre como se pode construir um jogo verdadeiramente modular. Suponho que não seja só uma questão de criar o RPG normalmente e depois fazer uma versão mais simplificada e outra mais intrincada.

[quote]Ou seja, sistema bastante simples pois quanto mais complexo mais exige em termos de tempo de preparação.[/quote]Sim, mas aqui a simplicidade não tem total prioridade, senão seria algo tipo rola um dado mais ou menos tantos dados e escolhe o dado mais alto ou mais baixo. Ou o habitual rola, soma tanto e compara ao TN. Ou o já conhecido tens de rolar igual ou abaixo ao teu atributo. Aqui há outras preocupações que passaram à frente da simplicidade do sistema.

[quote]Acho que posso apontar sem problemas para 3 a 5.[/quote]Sim, porque uma coisa é dizer que um RPG até pode ser jogado por duas pessoas e outra é ter um jogo que efectivamente apoie este número mínimo.

[quote]Quanto às idades, a partir dos 10 anos. Aí vai ser importante a expressão escrita[/quote]E a complexidade matemática do sistema.

[quote]As histórias do Alix são muito de investigação e de resolução de conflitos políticos[/quote]Sim, mas mais num sentido de exploração do ambiente do que num deslumbramento pela perícia investigativa ou capacidade diplomática das personagens, não é? Dá-me a impressão que o cenário é, de facto, mais importante que os protagonistas, o que coloca uma grande responsabilidade nos ombros do Cenarista.

[quote]Eu acho que o jogo se deve centrar em personagens relacionadas com o Alix mas não neste. Assim como o César é a grande personagem mas não está no centro das histórias, o Alix pode desempenhar o mesmo papel para as personagens dos actores.[/quote]É pá, mas assim estás a jogar o personagem secundário do personagem secundário Ashamed Que tal os actores poderem encarnar os seus próprios "Alixes" em vez de orbitarem à volta dele? O Alix não é justamente um bom exemplo para um PJ? Do que tens visto, quando é isso que acontece em outros RPGs de material licenciado, qual é o problema que encontraste? De facto, esta necessidade de secundarizar os PJs pareceu-me estranha quando a li.

[quote]Os enredos do Jacques Martin têm inflexões permanentes. De um ponto de vista de técnica narrativa são pouco trabalhados. Só não são medíocres porque ele mete sempre algo que faz pensar. Ora isto é uma vantagem do ponto de vista do rpg! É que os enredos dele funcionam muito como um jogo de rpg criado por pessoal comum sem grande domínio da técnica narrativa.[/quote]Sim, mas nós também somos responsáveis por suportar uma determinada estrutura narrativa nos RPGs que criamos, conforme estás a fazer ao pensares na cenas, climax, enredo, etc.

A mecânica de resolução vai então ser scene-based?

Levantas uma série de questões fundamentais. Vou agora tratar de algumas mas deixo as restantes para outra entrada no blogue pois merecem ser tratadas à parte. (E pelo meio tive um crash do computador que me obriga a reescrever alguma coisa, raios.)

[quote=Rick Danger]Como preparação quero dizer, se quiseres, quantas horas de leitura e quantos minutos de preparação tenho de investir para encenar um desses cenários pré-criados.[/quote]

A minha intenção é que seja o mínimo de tempo possível mas isso é algo que só poderei definir quando os criar...

Sem prejuízo disso, se o sistema for simples e funcionar com base em princípios de jogo bem concebidos o tempo de preparação é naturalmente minimizado. Por exemplo, é completamente diferente preparar um cenário de DD4 ou de HQ2.

[quote] uma coisa é dizer que um RPG até pode ser jogado por duas pessoas e outra é ter um jogo que efectivamente apoie este número mínimo.[/quote]

É verdade mas isto é menos uma questão de regras do que uma questão de psicologia de jogo: é bastante diferente um jogo com MJ+1 jogador de um jogo com MJ+2 ou mais jogadores. Não creio que compreenda bem porquê e como contornar esta questão.

[quote]”Quanto às idades, a partir dos 10 anos. Aí vai ser importante a expressão escrita” E a complexidade matemática do sistema. [/quote]

O sistema é matematicamente muito simples, não vai além de somas e subtracções de bonificações e penalizações e, no fim, da adição de 2d6. Nada que não seja acessível a uma criança com a primeira classe! A complexidade vou pô-la noutras coisas…

Sérgio Mascarenhas