o blogue de Nietzsche

Role-Play e Tolerância

O que se segue é a citação de um post num blogue sobre RPGs e que vem a propósito de muitas das discussões sobre RPGs "tradicionais" e "não-tradicionais" nas quais já tenho participado. O post não é da minha autoria - embora eu conheça bem o autor e já tenha jogado com ele no passado -, mas identifico-me completamente com as opiniões expostas. Comentem se vos aprouver...

"Well, I'm going to add something on the GNS-Forge-Edwards-bla-bla-bla. Being purely analytical, we have to realize that RPG, as any other hobby/activity to be taken seriously, is demanding and requires some amount of skill and commitment/work from the players. You cannot play football without being in a fairly reasonable athletic shape and having a good grasp of tactics and team-play, you cannot play chess without a deep understanding of strategy and ability to concentrate and stay in focus, you cannot play an instrument without knowledge of music and lots and lots of technical work, and I could go on for hours with examples.... well, you could do all those things but you'd probably wouldn't be any good at it and would soon lose interest and become disappointed and wouldn't be at all satisfied with what you were doing.

O meu caso pessoal ou por que é ainda não "saltei a cerca"?

A propósito de algumas questões que ficaram em aberto num outro thread - refiro-me a Conflitos Sociais e Métodos de Resolução - venho esclarecer algumas questões e deixar em aberto outras para serem comentadas por quem de direito. Mas para isso tenho de chamar aqui (pelo menos) o JMendes, que levantou alguma das questões, e o Ricardo Madeira, que poderá ajudar a esclarecer outras.

Em primeiro lugar, o assunto: por que raio é que eu ainda não saltei a cerca e fui conhecer o outro lado, sendo que o outro lado parece-me que corresponde a uma série de coisas, o narrativismo, as teorias do pessoal da Forge, os jogos 'indie' e se calhar mais algumas que não me ocorrem de momento. Em primeiro lugar, motivos puramente pessoais, e que se for enumerá-los aqui vou aborrecer-vos de morte. Basicamente só posso jogar aos fins-de-semana, e como durante a semana tenho horários muito estranhos, tenho de partilhar o tempo dedicado a este 'hobbie' com uma série de coisas, entre tarefas domésticas, ginásio, cinema, pesquisas na net e outras actividades de lazer.

Kult lives!

Depois dos longos anos de coma e da agonia a que a empresa 7eme Cercle, actual editora de Kult, remeteu este jogo, na última semana dois pequenos artigos no site de fãs The Last Cycle (http://www.kult-rpg.com) vieram trazer uma merecida lufada de ar fresco ao jogo. Bom, ar fresco talvez não seja a melhor expressão para o descrever, porque ambos provêm do canto mais recôndito e obscuro de Kult. Um deles trata-se da tradução de um capítulo da velhíssima 2ª edição sueca do jogo (http://www.kult-rpg.com/forum/files.php?action=file&id=100) e o outro é uma entrevista aos criadores de Kult (Gunilla Jonson e Michael Petersén) que já se afastaram de Kult há cerca de uma década (http://www.kult-rpg.com/forum/downloads/interview.pdf). Ainda assim marcam o momento kultico mais interessante dos últimos anos. Enfim, eu sou um purista e aqueles franceses não me convencem... O Kult está vivo!

Boas notícias para os Kultistas

Desde que o Abyss perdeu o fôlego e acabaram os Cenotaphium (compilações de material produzido por fãs que queriam manter o jogo vivo durante os longos anos em que o Kult esteve ligado à máquina, entre a vida e a morte) que ninguém teve paciência para imitar o trabalho de Jason Just & Friends. Agora, dos herdeiros da primeira geração de Kultistas - que mantêm o portal The Last Cycle (http://www.kult-rpg.com/) - chegou Steel Heart, que pretende ser uma nova publicação de material diverso para Kult. O primeiro número, "Reclamation" está aqui: http://www.kult-rpg.com/forum/files.php?action=file&id=85. Embora, na minha opinião, não esteja ao nível dos Cenotaphium em termos de conteúdo, graficamente não está mal e sempre é uma boa notícia para quem gosta do jogo. Até porque a actual editora, a francesa 7éme Cercle está a tratar muito mal o Kult em versão legível. Ou seja, em inglês...

Apresentação tardia

Acabo de olhar para o Hall of Fame e descobri que um tal de Nietzsche é o segundo membro mais activo de sempre do Turno, sem que, provavelmente, alguém se tenha apercebido que esse sujeito andava por aqui. Antes que pensem que o tal de Nietzsche é um espião infiltrado, e já que eu não conheço a maioria das pessoas, o melhor é apresentar-me... Bom, o tal de Nietzsche chama-se Miguel e já joga RPGs há... Cerca de 15 anos... Escusava de ter feito estas contas, agora sinto-me velho. Dos membros do Turno só devo conhecer umas três ou quatro pessoas, nomeadamente o Ricardo Madeira e o Jota, com os quais tenho jogado muita coisa ao longo destes anos todos, nomeadamente Kult, que é, aliás, o motivo que me colocou no segundo lugar da lista de "postadores": graças à transferência para o Turno da descrição de um cenário chamado St. Cloud. Bom, não vou me prolongar muito, já que esta conversa não tem qualquer interesse. Agora que já me apresentei, prometo aparecer mais vezes em outros tópicos que não o blogue de St. Cloud!