Relatório da Sessão 1 - 10/11/06
Burning Empires
DEMO – “Fires Over Omac”
Relatório da sessão de sexta feira, dia 10 de Novembro de 2006.
jrmariano (Mestre); ricmadeira (General Leaf); Eowyn (Fazia Grizzly); Gede (Jack Spiv) João (Julius Arnot).
1. Cena Intersticial – João
Kilómetros abaixo da superfície gelada e inóspita de Omac, estende-se uma teia de túneis que levam ao complexo subterrâneo da resistência. Na sala de comando, pequena e como um aspecto gélido e espartano, ao som dos tubos de ar condicionado a sair pelo exaustor em cima dos presentes, reunem-se o chefe dos Kerrn em Omac Grizzly, o Ancião, bem como o General Leaf, combatente Kerrn exilado, Jack Spiv o contrabandista que se juntou à resistência e Julius Arnot, o jovem oficial idealista ao serviço do Governador Planetário Tiborin.
Julius Arnot está no uso da palavra, analizando os relatórios que a resistência conseguiu recolher sobre as disposições dos invasores Vaylen e do Barão Zdrajca.
Tudo começou quando a frota em peso do Barão surgiu inesperadamente na órbita do planeta, varrendo-o com os seus sensores. O Barão, ancorando na Estação Orbital de Omac, reuniu-se com o Governador Planetário e Marius Arnot, Senhor de Anvil (Forças Militares Terrestres).
Descobrindo as intenções do Barão em depor o Governo Planetário e tirar o controlo do planeta das mãos dos Kerrn, estes refúgiaram-se em túneis debaixo de terra.
Desta posição segura, foi possível recolher muita informação através de actos de contra-espionagem, sobretudo através do apoio do contrabandista Jack, um homem com relações privilegiadas com praticamente toda a gente no planeta e no sector, e o de Julius, o irmão de Marius Arnot, que se encontra contra a posição deste em apoiar as ambições do Barão e Senhor de Hammer (Frota Militar Espacial) no sector, como forma de reabilitar a sua própria casa. Jack e Julius juntaram-se às forças Kerrn de Grizzly e resgataram do complexo OPRC (Estabelecimento Prisional) o General Leaf, Kerrn exilado, de modo a que este assuma a liderança militar da resistência.
O horror foi a confirmação de que, para além da iminente invasão do Barão, de entre os que supostamente apoiam a sua pretensão no planeta, algund encontram-se já subvertidos pelo terror Vaylen, conforme comprovam inequivocamente os factos. Segundo os relatórios, o Director do Estabelecimento Prisional, Danica Vareck já não é humano, servindo o seu corpo e as suas memórias como habitáculo ao verme Vaylen que se aloja agora no seu cérebro e controla todas as suas acções. Sabe-se ainda que já começou a usar os prisioneiros, os seus corpos (incluindo a totalidade das suas emoções, pensamentos e memórias), como recéptaculos, meros invólucros a serem controlados pelos vermes que são inseridos, através de um buraco no crânio, no seu cérebro.
Ainda de acordo com os relatórios, também as formas indígenas em OMAC, os Kodiac, estão presentemente controlados pelos Vaylen. Sobretudo o seu líder, o Kodiak Alfa, geneticamente modificado pelos Vaylen, o que explica claramente o aumento de ataques às colónias Kerrn do planeta.
O relatório aponta para a necessidade de tomar uma acção decisiva nesta altura. No uso da palavra, Julius Arnot apresenta as alternativas:
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Tentar convencer o seu irmão, Marius Arnot, Senhor das forças Anvil colocadas no planeta a desistir do propósito de apoiar a invasão planetária do Senhor das Hammer, fazendo-o ver que está a ser instrumentalizado pelos Vaylen, desmascarando a conspiração dos vermes através dos meios necessários.
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Atacar directamente os Kodiaks, espécie nativa do planeta, assassinando ou capturando os seus líderes por meio de uma emboscada facilitada pelos contactos que Jack Spiv ainda possui com o Kodiak Alfa.
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Tomar de assalto a colónia prisional (OPRC), com objectivo de resgatar o pelotão de soldados Kerrn fiéis ao General Leaf que continuam encarcerados, e ganhar assim homens necessários para a defesa final, e se possível, eliminar o Vaylen Danica Vareck, director do estabelecimento, ou mesmo tomar o complexo.
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Foi ainda proposto, como alternativas, sabotar o elevador espacial que liga a estação espacial geo-estacionária ao planeta, servindo de único meio de transporte seguro de tropas terrestres.
Após várias poderações sobre o tipo de acção a seguir, o decisão dos membros do conselho foi no sentido de fazer uma operação de resgate às forças militares do General Kerrn, presentemente presas no complexo prisional do planeta que serve de base aos Vaylen.
2. Cena de Estabelecimento – João
Julius Arnot faz uma ligação através do seu intercomunicador para a estação orbital. Do outro lado responde o seu stentor (escudeiro e oficial às ordens), Aminger Lucasz. “ - Sim, Senhor?” – “Lucasz? – Falo aqui em meu nome e do General Leaf. Precisamos de uma força de intervenção rápida no planeta, para uma operação secreta, uma situação de combate. Preciso de homens experientes e leais. A mim, ao General Leaf e ao Império. A discrição é essencial nesta operação... O meu irmão não pode saber!” – “Se..nhor? Tem a certeza?” – “Esta são as suas ordens, oficial – cumpra-as!” – “Sim, Senhor!”
Nesta cena, em que se pretende estabelecer as bases para o conflito final, o assalto ao complexo prisional de OMAC, o objectivo é facultarmo-nos um pelotão que possa servir de distracção ou mesmo de força de intervenção directa num conflito armado, que fica ao nosso dispôr. Para trazer estes homens leais para o nosso lado, Julius Arnot necessita de ter sucessos suficientes na mecânica dos circles, contra um obstáculo determinado pelas especificidades próprias de quem se deseja trazer para a mesa, contra um número de dados resultante da sua característica de circles (contactos) e das suas afflilations. Com um valor de circles de base de 2, com uma affliliation de 1 relativa às forças Anvil estacionadas no planeta, o João tem 3 dados contra um obstáculo de 4 (que representa a dificuldade em encontrar estas tropas leais). Ou seja, precisaria de 4 sucessos, num lançamento de 3 dados... missão praticamente impossível. Mas como o nome do General Leaf foi invocado, e este tem uma boa reputação entre as Anvil do planeta, os dados a lançar passam para 4, por força da mecânica de ajuda (helping).
O sistema é binário, cada dado tem 50% de hipótese de gerar um sucesso, e 50% de gerar um insucesso (nós chamamos a esses insucessos de “traidores”, “vermes”, ou, a minha favorita, “minhocas”!)
4 dados para rolar 4 sucessos necessários. Mesmo assim uma tarefa dificilmente alcançável....
No entanto, na folha de personagem de Julius, o João vê que Julius possui um trait "Privileged Position". De acordo com esta característica, Julius, pelo facto de ser um X-O, tem a necessidade de interagir com várias figuras do Governo e Militares, pelo que diminui a penalidade por tentar estabelecer ligação com figuras acima ou abaixo do seu estatuto: o obstáculo de 4 passa para 3!
Caso tenha sucesso, o pelotão de tropas com as características especificadas pelo João entra em jogo, e está à disposição de Julius. Caso contrário, o Mestre tem a opção de declarar que este tipo de tropas não existem, que existem mas que não foram contactadas com sucesso, ou ainda, invocar a Enmity Clause! – de acordo com esta faculdade, o pelotão existe, mas a sua predesposição é para com o inimigo, com isso causando todo o tipo de problemas imagináveis...
Com 4 dados para 3 de obstáculo, o João resolve não arriscar e gasta 2 pontos de Persona, na sua personagem, para aumentar 2 dados à sua mão. Agora, com 6 dados para três, as probabilidades estão mais equilibradas... Os dados são lançados, para surgirem exactamente 3 sucessos. Exactamente o necessário para conseguir a intenção declarada!
Os homens estarão disponível para a cena de conflito final, e o João dá um nome ao pelotão: os Ratos do Gelo, da XVII Companhia. – O Mestre achou o nome fixe, e desta forma, Julius terá um dado de vantagem na próxima vez que tentar voltar a convocar esta unidade!
[INCOMPLETO]
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