Albert (RPL)

Nome: Albert

Conceito: Curandeiro, defensor dos direitos dos pobres e marginalizados

Issue: Tentação

Story Arc: 1, 2, 1, 3, 2

Traits:

Toque de Cura (Edge);

Toque de Morte (Edge);

Pablo (Connection), um miúdo pobre que o adora, o vê como um herói, e que o motiva a querer continuar a lutar para dar à sua comunidade uma vida melhor.

Personal Set: o seu consultório na zona pobre da cidade.

Nemesis: Capitão Garibaldi, comandante da força policial que mantém a ordem na zona pobre da cidade.

Background/Notas:
Abioye era o filho do chefe de uma tribo Africana, os Zukuluka, tendo sido desde infância educado para vir assumir o papel do seu pai.
Durante a sua juventude a tribo foi atingida por uma terrível doença, muitos morreram e outros ficaram num estado lastimoso. Abioye, não tendo sido afectado pelo surto inicial, abandonou a vila em procura de ajuda. Pelo caminho conheceu um homem, branco, envergando uma túnica suja e esfarrapada, com um sorriso simpático na cara e um olhar calmo e confiante, este ofereceu a sua ajuda e Abioye levou-o até à sua aldeia.
O homem pediu aos poucos sobreviventes que se sentassem em círculo à volta dele enquanto entoava um cântico, pedindo também que durante esse tempo concentrassem todos os seus pensamentos nele, entregando-lhe a sua fé. Depois de terminado o ritual todos os que haviam morrido da doença voltaram à vida e todos os efémeros voltaram ao normal.
O homem inclinou-se sobre o ouvido de Abioye e sussurrou algo que ele nunca mais iria esquecer "se tiveres a fé das pessoas do teu lado consegues fazer tudo". Nunca mais ninguém o viu.
Pouco tempo depois deste acontecimento a tribo foi atacada por uma rival, o seu pai morreu na escaramuça e ele foi obrigado a fugir. Passou vários anos em fuga, viajando incógnito pelo continente Africano sobrevivendo como pudesse, foi durante esta altura que os seus poderes se começaram a manifestar, a sua mão direita emanava um fantástico poder de cura, enquanto que a sua mão esquerda semeava a destruição e morte.
Finalmente chegou a Argélia onde recebeu notícia da fantástica cidade de Nova Europa, um local criado para acolher e fomentar todos os ideais sociais que a União Europeia apregoa.
Contudo este local de sonho é interdito a quem não tenha dinheiro ou documentação legal, por isso o submundo foi a sua melhor opção. Arranjou "boleia" num dos barcos que partia diariamente para Nova Europa, mesmo sabendo que essa boleia não iria sair barata.
Depois de desembarcar tomo um novo nome, Albert, e vendo a miséria que estavam entregues os habitantes clandestinos dos subúrbios, decidiu por os ensinamentos do seu pai em prática. Tornou o seu humilde casebre numa espécie de refúgio, usando os seus dotes para apaziguar a dor das pessoas, protegê-las das máfias que as exploram, ouvindo os seus desabafos e dando concelhos.
Foi neste cenário que foi abordado pelo Oráculo, que lhe contandou sobre a natureza da sua condição, a luta contra os antigos deuses e as suas intenções destruidoras.

Actualmente Albert encontra-se dividido quanto à sua verdadeira lealdade, ele sabe que os antigos deuses possuem um grande poder baseado na fé, e que se esse poder fosse utilizado para o bem, tal como ele testemunhou em criança, poderia tornar o mundo um sítio melhor, por outro lado não concorda com a maneira destrutiva como eles o estão a empregar e por isso sabe que não lhes pode oferecer a sua lealdade. Contudo a nova geração de deuses, da qual ele faz parte, não consegue ter o nível de poder que os antigos têm, mas acredita que estes poderão e deverão seguir um caminho mais virtuoso.
Esta indecisão atormenta o espírito de Albert de tal modo que ele começa a questionar o seu papel na comunidade que habita, sente que não possui o espírito suficientemente forte para ocupar esse cargo.