[RPGénesis] Shinigami fora da gaveta
Cá está o copy-paste do primeiro dia com setecentas e poucas palavras:
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1. Apresentação
"Shinigami: Contos dos Deuses da Morte" é um jogo que te permite a ti e aos teus amigos entrarem no distinto mundo destes míticos ceifeiros de almas e instantaneamente criarem as vossas próprias histórias bem ao gosto da vossa imaginação.
1.1. O que é um "Shinigami"?
Conhecido em Português como o Anjo da Morte e em Inglês como o Grim Reaper, o ceifeiro de almas que personifica a morte é uma personagem europeia adoptada pela cultura japonesa durante o período Meiji. Em todo o tipo de arte e ficção, este termo japonês que significa "espírito da morte" tem-se aplicado a muitas variantes de seres sobrenaturais que de alguma forma estão relacionados com a passagem dos vivos para o mundo dos mortos seja como guardiões dessa fronteira, facilitadores dessa travessia, controladores de almas ou mesmo guerreiros que lutam por poder, território ou simplesmente contra criaturas malignas.
Antropomorfizar a morte permite criar situações em que, por exemplo, é possível a alguém que está destinado a morrer negociar com este Anjo para poder se manter vivo por mais tempo. A questão central aqui é que toda a gente está destinada a morrer mais cedo ou mais tarde e conseguir um adiamento pouca diferença faz na grande escala do universo. A morte faz parte da vida e é graças a ela que o ser humano valoriza o tempo que tem para viver. Na generalidade, a Morte não implica necessariamente o conceito de alma, divindade, reincarnação, céu, inferno, zombies, fantasmas, vampiros, espectros, etc. Implica apenas uma força inerente ao equilíbrio do universo que faz terminar o percurso de uma vida. Nesta personificação, esta força tanto pode ser considerada omnipresente, omnisciente e ser uma só personagem, como pode ter um aspecto mais humano, estar dividida em vários agentes que agem em nome dela, cometer erros, ser enganada ou chegar atrasada para cumprir os seus deveres.
Se nos colocarmos do ponto de vista do próprio Shinigami, o que ele no essencial faz é vigiar a fronteira entre os vivos e os mortos assegurando-se que os vivos, quando morrem, a atravessam sem demoras nem perturbações. Esta tarefa seria simples não fosse pela extensa e eterna tensão entre a vida e a morte. Os vivos não querem separar-se dos mortos de quem gostam e os mortos não querem deixar para trás a sua vida. Esta tensão que se estende em redor a toda a realidade faz com que esta fronteira à guarda dos Shinigami seja muito mais do que uma mera barreira, ela é um território onde todo o mundo dos vivos está reflectido, uma verdadeira Terra das Sombras. Nela, os espíritos dos mortos mantêm-se num limbo recusando-se a partir para a sua morada final, seja ela qual for (um céu, um inferno, uma reencarnação, um abismo vazio, etc.). Cada espírito tem o seu destino para onde ir, mas também tem nele a vontade de permanecer nesta Terra das Sombras onde o mundo dos vivos está tão perto que até, ás vezes, é possível tocar-lo. Cabe aos Shinigami guiar, ajudar ou forçar cada espírito a partir para que a grande roda da vida e da morte continue a girar.1.2. De onde vem este jogo?
"Shinigami: Contos dos Deuses da Morte" é algo a que em inglês se chama um tabletop Role-Playing Game, um tipo de jogo cooperativo em que os participantes partilham entre si a ideia de um mundo imaginário no qual histórias são criadas ao sabor do improviso e ao gosto de todos. Esta cooperação funciona dando a cada um dos jogadores, excepto um, o controlo sobre uma personagem protagonista na história e a um dos jogadores o controlo sobre todas as outras personagens e sobre o mundo em que a história se passa. Este último jogador é também, muito provavelmente, o primeiro leitor deste livro, a pessoa que convence as outras jogar e o moderador que orienta a sessão de jogo - por isso é alguém que merece um título especial, neste jogo ele é o Anfitrião.
Os tabletop Role-Playing Games existem pelo menos desde a década de 70, mas a restante inspiração para este jogo vem de algo bastante mais recente: a explosão de popularidade da cultura japonesa no Ocidente e, em particular, o surgimento de bandas desenhadas e desenhos animados como Bleach, Yami no Matsuei, Death Note e Soul Eater, entre outros.
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- 1633 leituras
RPG Geek

cinco mil não chega
em Terça, 24/08/2010 - 10:12
Já estou para lá quatro mil e ainda não acabei a criação de personagem, pelo que o mínimo de 5000 palavras é mesmo só um aperitivo. Aqui fica o restante copy-paste da Apresentação:
vitória, vitória, não se acabou a história
em Terça, 24/08/2010 - 22:56
Eis o restante copy-paste das cinco mil palavras que já ultrapassei hoje:
Vitória parcial já cá canta Falta concluir o tutorial e explicar as regras avançadas para o essencial sobre o jogo ficar escrito esta semana.
Gralha?
em Quarta, 25/08/2010 - 00:36
"Para fazer um teste, o jogador lança um dado (daqueles com dez lados, números de 0 a 9) e compara o valor que sair à classificação que tiver no Atributo que está a ser testado. Se o número que sair no dado for maior que a classificação, o teste resulta num sucesso. Se o número que sair no dado for menor ou igual à classificação, o teste resulta num falhanço."
A julgar por um paragrafo mais abaixo, acho que queres dizer "se o número que sair no dado for MENOR que o do atributo, o teste resulta num sucesso"... :)
é isso
em Quarta, 25/08/2010 - 08:20
Sim, é suposto ser "Se o número que sair no dado for menor ou igual que a classificação, o teste resulta num sucesso. Se o número que sair no dado for maior à classificação, o teste resulta num falhanço.", obrigado. Estava pensar bem, mas a escrever mal era só para ver se vocês estavam com atenção
banzai!
em Sábado, 28/08/2010 - 19:52
Já estou lá e ainda não são oito da noite Não está um RPG totalmente pronto, mas está feito e já tem muito para se ler e jogar com 11.363 palavras e uma folha de personagem. Aqui está ela, já agora.
mais umas coisinhas
em Sábado, 28/08/2010 - 20:40
Correcção, 11.690 palavras, terminei agora espero
hipótese de capa
em Segunda, 30/08/2010 - 01:33
Não sei se é propositado,
em Segunda, 30/08/2010 - 10:17
Não sei se é propositado, mas não se nota bem a cara da senhora, e parece-me que a maneira como a cara dela olha para o leitor é importante para a sensação que queres transmitir com a imagem.
não é fácil arranjar artwork de borla
em Segunda, 30/08/2010 - 11:42
Tens toda a razão e, de facto, é propositado e não por razões artísticas. Esta é uma stock image da deviantArt cujo fotógrafo já autorizou o uso livre, mas a modelo não.
Nesse caso dou-te outra
em Segunda, 30/08/2010 - 11:53
Nesse caso dou-te outra sugestão (se tiveres permissão para editar a imagem de todo), tapa a cara dela com sombras, deixando apenas duas pequenas luminosidades no lugar dos olhos.
é outro estilo
em Terça, 31/08/2010 - 11:54
Editei o post anterior com uma imagem alternativa dentro dessa hipótese. Já parece mais um inimigo, mas sempre há mais contacto visual nos olhos.
Fical mal. N gosto. Prefiro
em Terça, 31/08/2010 - 16:56
Fical mal. N gosto. Prefiro a outra.
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RPGénesis 2010: "Sete Dias de Criação" - Uma Semana a Escrever RPGs
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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!
tu é que me podias fazer um desenho ;)
em Terça, 31/08/2010 - 20:02