Caçador de Troféus
Como ritual de passagem à idade adulta, cada macho Yautja tem que caçar e matar o seu primeiro kiande amedha1 (ou "carne dura"), sangrando-se de seguida com os restos mortais da sua presa, uma vez que o sangue que lhes corre nas veias é ácido. Claro está, os Yautja consideram-nos como a presa suprema.
Estes rituais são geralmente conduzidos em planetas desabitados que são "plantados" atempadamente para o efeito. Vocês já passaram por isso, há alguns anos, mas ainda não se provaram o suficiente para poderem lançar-se sozinhos numa Caçada.
E uma das Caçadas mais perigosas, e por isso mais honrosas, em que se pode participar é precisamente a de capturar, viva, uma rainha kiande amedha. Pois acontece que a vossa Man'daca2 tem uma sala devidamente preparada para receber tamanho hóspede. O vosso Ne-kev'thei3 diz-vos que encontrou o registo de terem interceptado no passado uma mensagem rádio de uma nave de cientistas Ooman que parecia conter ovos Alien e, tudo indica, uma rainha Alien.
No entanto, essa nave despenhou-se há muito num planetóide desabitado e só agora (passados mais de 100 anos) se estima valer a pena uma incursão no planetóide para capturar a rainha.
Não duvidem, apesar de qualquer dúvida que possam ter, nem um desastre desta magnitude seria capaz de destruir todos os ovos que uma rainha normalmente é capaz de desovar. Assim sendo, a vossa missão é simples:
- rastrear o terreno para perceber se a informação era verdadeira,
- apurar a existência de qualquer kiande amedha que possa existir no planetóide e, claro está, destruí-los a todos,
- capturar todos os ovos que encontrem e, caso encontrem a rainha, capturá-la viva e trazê-la até à Man'daca,
- destruir toda e qualquer oposição à prosecução desta missão.
A nave ainda se encontra em aproximação ao sistema estelar em questão, pelo que teremos ainda tempo de recordar glórias passadas.
Ora façam lá o favor de me contar como foi o vosso ritual de passagem à idade adulta - como é que mataram o vosso primeiro kiande amedha?
(Atribuirei XP de acordo com o que escreverem, que se traduzirá num bónus à vossa Reputation.)
E eis que começa a nossa aventura!
1. Os kiande amedha são conhecidos entre os Ooman simplesmente por Aliens.
2. Man'daca é um tipo de nave espacial, com capacidade para um máximo de 40 Predators. Existem zonas privadas para dispôr troféus, salas de treino e uma área de encarceramento para transportar rainhas Alien e até cerca de 400 ovos em estase.
3. Ne-kev'thei é um título honorífico que, neste caso, correspondente ao de Comandante da vossa Man'daca.
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RPG Geek
Planeta Tetris 23
em Sexta, 10/08/2012 - 17:28
Planeta Tetris 23, do Sistema Solar Alpha Omega. É um antigo planeta de temperatura Tropical colonizado pelos Ooman. Devido a desastres ambientais devidos a sobre-produção industrial, foi vítima de inundações e dado oficialmente como abandonando. A peste dos Aliens foi outra das razões para isso acontecer. Alguns humanos ficaram. Dos níveis do chão até ao 5º andar, tudo é água. Foi aqui que Kro'magh encontrou presa. Com cuidado para não alertar a inteira tribo Alien, localizou e perseguiu um Alien até o matar e regressou com a carcassa da presa até o seu planeta. Agora contempla o crâneo da sua caça.
Caçada no planeta X
em Sexta, 10/08/2012 - 19:10
"O planeta tinha sido correctamente plantado, Slayh'ta estava confiante e desejosa de conquistar o seu lugar como Young Blood e provar o seu valor junto do seu clã.
Mas algo correu incrivelmente mal.
Os alarmes da Man'daca dispararam todos e uma localização na superfície do planeta foi assinalada no mapa gigante tridimensional que ocupava a mesa do comandante. Mas pouco mais tempo houve do que o necessário para constatar que se tratava de um ataque. A nave foi abatida caindo no planeta, mesmo em cima da "plantação". Os danos não foram muitos nos sistemas de controlo da nave conforme constatou Slayh'ta, mas o casco da nave estava fendido em quase todos os compartimentos.
A nave ficara inutilizável e o clã preso num planeta onde, descobriram eles quase instantaneamente, os aliens já tinham sido acordados.
O combate foi feroz e muitos morreram (uma das poucas vezes da história dos Yautja em que nem fêmeas nem Unblooded nem Eta foram poupados ao combate) ficando o clã reduzido a uns meros 20 indivíduos que conseguiram reter o ataque e afugentar os aliens. O que se seguiu foi uma grande balburdia enquanto uns argumentavam que deviam perseguir os aliens, outros que deviam era usar a nave como forte. Felizmente o Clã era liderado por um Ancient, Blarh'to. Prontamente este pôs de parte o uso da nave já que durante o combate constara que a nave tinha tantas fendas que os aliens não tinham qualquer dificuldade em flanquear o clã. Quanto à perseguição dos aliens, era preferível prepararem o planeta para a aniquilação para evitar a propagação para outros planetas. Dividindo o grupo em duas parcelas, enviou uma para o ponto assinalado no mapa antes da nave ter sido abatida na esperança de encontrarem algo que pudesse ser usado para escapar daquele planeta, e o outro grupo para ir à pirâmide ligar o sistema de autodestruição. Slayh'ta foi colocada no segundo grupo. Ambas as missões foram breves.
O primeiro grupo descobriu uma base onde se encontrava um grupo de Yautjas marcados, Bad Blood. Devido a ataques recentes de aliens este grupo já se encontrava desgastado e o combate foi rápido, caindo a vitória sobre o Clã. Na base dos Bad Blood encontraram uma Man'daca, infelizmente o único piloto que traziam com eles tinha sido morto neste último combate.
O segundo grupo conseguiu entrar na pirâmide e chegar à câmara de autodestruição. Enquanto activavam o sistema sofreram outro ataque e desta apenas Slayh'ta, Blarh'to e mais três Blooded sobreviveram. Fugindo dali foram ter com o outro grupo, deparando-se com o seu problema. O único membro com algum conhecimento de pilotagem era Slayh'ta cujo pai fora piloto da nave principal, no entanto esta não tinha ainda completado a Caçada e os Yautja mais velhos recusavam-se a deixá-la tentar pilotar a nave. A sua opinião mudou rapidamente quando se depararam novamente cercados de aliens. Contra a opinião dos seus superiores, Slayh'ta foi contra a palavra do líder do Clã, sentando-se aos comandos da nave ligando os seus sistemas. Enquanto evacuavam o clã todo para a nave, Blarh'to foi ferido várias vezes vencido meramente pela força dos números. Ainda assim conseguiu embarcar na nave e arrastar-se até à ponte da Man'daca, onde agarrou Slayh'ta e lhe queimou o rosto com algo que lhe esturricou pele, carne e osso. Era uma garra de alien a escorrer o seu sangue ácido.
"-Que com isto o teu pecado seja atenuado! Agora cabe-te a ti provar que estou correcto ao dar-te esta honra! Enquanto líder e adjudicator considero esta Yautja membro do Clã, tendo conquistado a sua confiança. O seu castigo no entanto por desobedecer a uma ordem superior é ser considerada uma Young Blood a teste! Prova-nos que mereces esta honra!"
Caiu morto logo de seguida. Nos meses que se seguiram, o Conselho do Clã-Mor decidiu aumentar o castigo de Slayh'ta e enviaram-no com um Ne-kev'thei que conheciam para que mostrasse o seu valor sob o seu comando."
First Hunt
em Segunda, 20/08/2012 - 13:00
Vayuh'ta lembrava-se bem do dia em que matara o seu primeiro kiande amedha. Ele fora enviado para um planeta onde a vegetação era vasta e bastante densa e que oferecia à sua presa bastantes locais onde se esconder. No entanto ele não ficara preocupado pois a sua presa deixava um rasto de morte e destruição por onde passava. Ainda assim demorara três dias a encontrar o seu prémio.
Assim que o encontrou, fez logo por anunciar a sua presença, tal como mandava a tradição. A criatura olhou-o por aquilo que pareceu um fração de segundo antes de reconhecer Vayuh’ta como a ameaça que era e correr para ele, pronto a dilacera-lo com o poderoso ferrão da sua cauda. Já antecipando a reação da criatura, o caçado saltou para o lado direito mas ao fazê-lo a cauda do kiande amedha mudou a sua trajetória e enrolou-se no braço esquerdo de Vayuh’ta antes que este conseguisse escapar, as vértebras expostas da cauda enterradas profundamente na sua carne, desde o ombro até dez centímetros acima do seu pulso.
Vayuh’ta ignorou a dor, recusando a dar-se por vencido. Com um berro gutural, lançou-se sobre a sua presa cuja cauda ainda estava presa no seu braço. Saltando por cima do ombro da criatura para se fixar nas suas costas, Vayuh’ta aproveitou a própria cauda da criatura para a estrangular. Dos momentos seguintes ele não conseguia dizer se teriam passado horas ou minutos. Apenas se focara na dor que sentia ao puxar o braço que tinha a cauda presa, de forma a sufocar a sua presa, enquanto se esforçava para não cair ao chão ou aliviar o puxão.
À medida que o tempo passava, a vitória de Vayuh’ta começou a tornar-se óbvia mas este apenas aliviou a tensão ao quando se certificou que os movimentos do kiande amedha tinham cessado completamente. Usou o sangue ácido do seu prémio para cauterizar as feridas do seu braço perfurado e depois tratou de transportar a carcaça até à Man’daca que o iria levar de volta para o seu clã como um novo e respeitado Young Blood.
Gon'drhob
em Segunda, 20/08/2012 - 23:47
Gon'drhob aterrou no deserto com o pôr do sol. As indicações que tinha era de que o ovo teria sido plantado perto de uma vila, não muito longe de onde se encontrava. Não lhe foi dito mas era óbvio que teria de executar a caçada até ao nascer do sol. A areia branca como o crânio de um Ooman deste jovem planeta encadea-lo-ia.
Apesar da caminhada no deserto ser bem mais difícil que confortavelmente saltitar de ramo em ramo no pântano, Gon'drhob não teve problemas em encontrar a vila. Um cheiro a morte facilitava a procura.
Era uma vila pequena e não havia muros a protegê-la mas percebia-se que os seus habitantes tinham sido um inimigo à altura. Um círculo de cabeças empaladas recebia os visitantes, de onde quer que viessem. Gon'drhob sorriu mas não era daí que vinha o cheiro.
Ao penetrar na vila, o cheiro ia-se tornando mais intenso e começavam-se a ver os vestígios da presença do Kiande amedha. Cadáveres pontoavam a pequena vila, pequenos humanóides de aspecto duro, vestidos com túnicas de côr clara e armados com lanças rudimentares. Foi no centro da vila, num altar luxurioso, que Gon'drhob foi encontrar o ovo vazio. E junto dele, um dos humanoides de peito rebentado. Estava na altura de sacar das lâminas e encontrar a presa antes que a presa o encontrasse a ele. Mas esta presa era diferente.
Um grito de chamamento atraiu Gon'drhob para uma arena, do outro lado da vila e foi aí que encontrou o kiande amedha. Era mais baixo que o que Gon'drhob tinha imaginado do que os anciães contavam e também mais corpulento. Parecia estar à sua espera, dando voltas à arena e guinchando, provocando-o, picando-o, chamando-o.
Gon'drhob estava com sorte. Era numa arena, numa luta corpo a corpo que se sentia em casa, como fazia na sua tribo, onde derrotava todos os seus compatriotas.
Deixou a sua arma de ombro no chão e saltou para o centro da arena. Atirou um grito de desafio ao Alien, que de imediato se catapultou para cima de Gon'drhob, que tentou em vão suportar a sua investida. O Alien atirou Gon'drhob ao chão, agarrou-lhe os braços e atirou-o através da arena. Gon'drhob conseguiu manter-se de pé mas este Kiande amedha era mais forte do que ele estava à espera. "também, não podia ser fácil, não é?" pensou o Predador, enquanto corria para desferir um soco potente no Alien, que o atirou ao chão.
Durante muito tempo os dois oponentes lutaram ferozmente. O coração de Gon'drhob batia veloz e cadente, como os tambores que rodeavam a arena devem ter batido nos combates daquela tribo guerreira. O céu clareava e Gon'drhob ficava cada vez mais nervoso até que, por fim, conseguiu imobilizar o corpo do Kiande Amedha com as suas pernas e, com um esforço monstruoso, partiu o seu pescoço.
Gon'drhob já não sabia se era o seu coração que ribombava ou se estava de facto alguém a tocar os tambores, porque quando o combate acabou viu surgir dos limites da arena membros da sua tribo celebrando a sua vitória.
Com a lâmina terminou o trabalho, removendo a sua primeira cabeça longa e pintou uma longa tira de ácido na testa, a lembrar uma lança.
Treino
em Sábado, 25/08/2012 - 02:48
A vossa missão era simples, sim.
Mas o Ne-kev'thei exigia sempre mais do que o necessário, pelo que o treino que ele dava aos Sangue-Novo era por demais intensivo.
Faltavam ainda dois dias até que chegassem sequer perto do sistema, pelo que teriam tempo de sobra para tentar ultrapassar todo o tipo de testes e simulações.
Esta Man'daca era conhecida por ter um dos sistemas mais avançados de projecção termográfica, que induzia nos Bio-Helmets uma imagem de alta resolução de algo que, na realidade, não estava ali presente. E a técnica vinha sendo aperfeiçoada ao ponto de se poder camuflar a presença de alguém — apagando-a, literalmente. Ou de se trocar a assinatura termográfica de um Yautja pela de um kiande amedha, por exemplo.
Por sorte, esse sistema só funcionava num dos espectros de luz captável pelos Bio-Helmets, pelo que fora das salas de treino não havia razão para alarme. No entanto, qualquer mudança de espectro era altamente monitorada pelo Ne-kev'thei, que ajudara a desenhar as simulações — nuns casos é expressamente proibido mudar de espectro, noutros só se consegue ultrapassar o teste SE se mudar de espectro.
Todas as sessões de treino eram um teste de vida ou morte. Porque um Yautja tinha que estar sempre preparado para a Caçada.
Deverão realizar uma simulação todos ao mesmo tempo — o Ne-kev'thei acredita que a ignorância e a surpresa ajudam o bom caçador a estar sempre à espera de qualquer coisa:
"Nem só agilidade e armas ajudam na Caçada. Muito importante é saber ler o terreno e saber ler a presa. Mas também importante não correr riscos que possam trazer vergonha ao clã." — enquanto vos olha, um-a-um, começando por Gon'drhob, o Sangue-Novo mais recente da Man'daca, e terminando em Slayh'ta, um caçador bastante promissor, apesar de fêmea. O Ne-kev'thei não dá grande importância a Kro'agh nem a Vayuh'ta, mas nem por isso ele espera menos deles. E nem por isso a pressão sobre eles é menor!
São então levados cada um a uma sala de treino diferente. Terão convosco apenas o Bio-Helmet (que vos permite ver em vários espectros de luz), o Forearm Computer (centro nevrálgico da tecnologia Yautja) e o Cloaking Shield (que vos camufla da visão de um não-Yautja, tornando-vos quase invisíveis para um Ooman, por exemplo).
Ok pessoal.
Criei esta aventura inicial por diversas razões:
Assim sendo, o meu próximo post será nas vossas threads individuais - depois de actualizar as vossas folhas de personagem e converter para PDF.