Chega o Jogador-Sonhador aos dois dígitos e fica assim ultrapassada a barreira psicológica dos dez episódios - aquela que se diz estatisticamente ser o ponto antes do qual a maior parte dos podcasts termina. Que tal tem sido esta experiência?
1. Tens de fazê-lo tu mesmo
É bom termos uma comunidade o mais interligada possível, mas a verdade é que continuamos a ser muitos poucos roleplayers para que possa haver qualquer efeito de bola de neve, ou seja, só por acaso é que mais que uma pessoa se envolve no mesmo projecto. Por isso, ainda dependemos muito da iniciativa individual de cada um. Se estiverem a pensar começar algum projecto, não abram um tópico á espera de ideias ou encorajamento. Façam logo algo de concreto e só depois o anunciem, não deixando que o projecto fique a aguardar feedback para avançar.
2. Salta para os ombros dos gigantes
Há muita coisa para fazer num podcast e gravar episódios é só uma parte de todo o trabalho que dá. Ver aquilo que os outros já fazem e que ferramentas utilizam é importante para não sermos apanhados de surpresa por todo o tipo de problemas. É quase obrigatório gostar de ouvir podcasts antes de pensar em gravar um.
3. É preciso Audácia
Para o programa gratuito open-source que é, o Audacity não deixa de ter tudo o que é preciso para montar um episódio, podendo trabalhar com todo o tipo de formatos audio. Não é por aqui que é preciso gastar sequer um tostão para gravar um programa...
4. É preciso tostões
...mas é muito provável que se acabe por investir qualquer coisa em algum equipamento ou em alojamento. Pode ser que chegue usar o microfone embutido do portátil mais uns auscultadores, mas isso também pode não ser suficiente para gravar um programa durante mais de meia-hora. Há uma certa dose de experimentação que é preciso fazer para encontrar a melhor combinação entre o sítio onde gravamos, a nossa voz e o equipamento utilizado. Quando os ficheiros gravados começam a ficar maiores, também o alojamento deixa de ser à borla e o espaço disponível começa a ser uma preocupação.