propostas para um império 0.3

Retrato de Rick Danger

Estas são algumas ideias para aperfeiçoar este antigo projecto. Todas elas partem de um aproveitamento dos vários tópicos de discussão que foram surgindo, pelos quais agradeço a todos que deram a sua opinião. Acho que há três pontos essenciais:

Foco no Tema
Qual era a ideia mesmo? Já refiz a página principal para apontar nessa direcção. Neste momento, a minha proposta é a dualidade entre o bem comum vs o interesse pessoal. É o que eu vejo todos os dias quando abro os jornais :) mas principalmente é também aquilo que eu vejo que está melhor integrado com o sistema. Na folha de personagem, o mais importante são os trunfos. Já foram explicados anteriormente, mas é preciso dar-lhe mais movimento. Os jogadores podem comprar e descomprar trunfos quantas vezes quiserem, puxando e repuxando os fios da narrativa na direcção que desejarem e ganhando XPs no processo. Não há missão de interesse nacional que resista a uma saraivada de trunfos dos protagonistas. O exemplo que eu fiz de uma sessão ilustra uma situação dessas.

Enquadrar o Oculto
Obviamente que este tema e ambiente não chegam para espicaçar o interesse ao pessoal. É preciso romper com o realismo e usar o oculto como força ameaçadora sobre os interesses da nação/pessoais, é preciso levantar os poderes do abismo para serem usados como tesouro ou instrumento. Se inicialmente eu tinha pensado num ocultismo ao nível de "Salteadores da Arca Perdida", claramente isso não é o suficiente. Seguindo a bela tradição Pulp, há que dar um passo em frente e enfrentar as criaturas das trevas. Alguém já disse que isto seria demasiado Call of Cthulhu, mas eu acho que não, pois os temas são diferentes. Por um lado, o oculto é um instrumento para conquistar o mundo, por outro, quando se olha demasiado tempo para o abismo, o abismo olha-nos de volta. Sendo assim, estou a considerar a integração de um sistema de sanidade em que as personagens podem ganhar determinadas aflicções psicológicas e ganharem XPs por as roleplayar, de forma semelhante aos trunfos.

Refazer os Protagonistas
Desta forma, a imagem que temos das personagens terá que mudar, o que é bom, pois acho que está ainda muito desfocada. Primeiro, acho que podemos abandonar a ideia de um qualquer treino especial de agente secreto - há uma organização? tem um nome? - acho que as personagens devem ter ou não ter as skills que quiserem e serem recrutadas por serem excelentes nos mais diversos talentos, não necessariamente firearms e stealth. Estas são pessoas com capacidades acima da média que são por isso convidadas a trabalhar para o governo/presidência para ajudar em assuntos de grande e discreta importãncia. Isto permite-nos explorar de forma mais livre o tema, não há qualquer lealdade inculcada por um suposto treino para-militar. Talvez o sistema possa mesmo atribuir valores à dualidade Pátria vs Pecúlio, podendo a personagem ir ganhando mais pontos numa coisa ou noutra. Mais pontos a Pátria permite ter, por exemplo, maior acesso aos contactos do governo/embaixadas/etc. e melhor apoio nas missões. Mais pontos a Pecúlio permite ter aquela moradia de luxo nas colónias, uma namorada de boas famílias ou apoiar quaisquer que sejam as causas que apelam à nossa personagem.

 

Queria agradecer directamente ao jpn por insistir num stat de influência junto da organização, ao jrmariano por apelar ao poder do oculto e ao RedPissLegion pelas várias conversas que tivemos em que ele me chamou à atenção da importãncia de manter o foco no tema e me abriu os olhos para os poderes das keys de TSoY ;)

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Retrato de jrmariano

Por enquanto uma correcção...

Não é que eu não goste de agradecimentso e tal mas a ideia do oculto proveio do ricmadeira e não de mim.

De qualquer modo vou comentar os novos desenvolvimentos assim que puder

"Se alguma vez sou coerente, é apenas como incoerência saída da incoerência." Fernando Pessoa

Retrato de Rick Danger

a origem do oculto

Eu estive a rever os posts antigos e acho que até não encontro tudo o que se falou, mas tinha ficado com a ideia que tu curtias a versão com mais sobrenatural ao barulho.

jrmariano escreveu:

Portugal Anos 40 é um setting interessante onde se podem inserir muitos géneros desde o Pulp, Noir, Espionagem e até Sobrenatural.

Claro que também aproveito todas as oportunidades para agradecer ao ricmadeira, nosso amigo aqui desde o turnodanoite.com :)

Retrato de Rui

Bom :-)

Tenho andado a ler o muito excelente Shadows in the Fog, sobre uma Londres Victoriana com uma pitadinha de oculto; lá, o dilema é manter a Máscara, aquilo que a Sociedade Victoriana conhece do personagem, por oposição ao Abismo, que é o que o personagem é, os seus anseios, desejos e vícios, e que é também muito parecido com o teu Pátria vs Pecúlio.

Segundo o autor, quanto mais se usa magia mais viciado se fica nela, mas mais fácil fica também de usar; ainda não li o manual completamente e por isso ainda não cheguei à parte onde isto é mecanizado, mas só isto já me parece muito bom e talvez te possa ajudar.

Posto isto, proponho-te algo semelhante:

Imagina que tens uma mecânica de Magia/Oculto, que funciona
assim: de cada vez que usares algo mágico (ritual, feitiço, objecto, etc), ganhas XP mas também perdes equilibrio psiquico e/ou pontos de vida*, ganhando as tais aflicções psicológicas que dão XP pelo seu roleplay. Chama-lhe Efeito Bola de Neve. :)

Eu estou há uns tempos à volta com o sistema de cartas de Tarot do Shadows, por isso ainda não lhe dediquei mais tempo que isto, mas sou bem capaz de usar uma mecânica semelhante quando pegar nele.

*o falecido David Gemmell, que escreveu, entrou outros, As Crónicas dos Drenai, pos um dos seus personagens a dizer que a magia requeria conhecimento e força; quando ele (o personagem) era novo tinha a força, mas não tinha o conhecimento, e agora que era velho tinha o conhecimento mas não tinha a força, e por isso precisava de sacrificar alguém sempre que fazia magia. Esta imagem ficou-me na cabeça, e sempre achei que para um rpg onde o oculto fosse, bom, oculto, isto fazia sentido.

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Alguém muito sábio disse uma vez: "So, Trebek, we meet again! The game's afoot!"