Planalto Verde

Retrato de jackjaques

[3] DODONI, Female Student, Smart3: Init +1; Defense 12; PF/PV 11.8/12; Atk +0 melee, +2 ranged; SV Fort +2, Ref +2, Will +4; Rep +1; Str 8, Dex 13, Con 12, Int 14, Wis 10, Cha 16.
Skills: Bluff +4, Computer Use +3, Craft (writing) +6, Craft (visual arts) +4, Decipher Script +10, Diplomacy +5, Disable Device +4, Forgery +4, Investigate +5, Knowledge (behavioural sciences) +13, Knowledge (history) +10, Knowledge (popular culture) +6, Navigate +4, Profession +4, Research +9, Search +6, Sense Motive +3, Spot +3.
Feats: Educated (behavioral sciences, history), Iron Will, Simple Weapons Proficiency, Studious.
Talents: Linguist, Savant [Knowledge (behavioural sciences)].
Languages: Comum, Académico, Paternal.

[4] KATSUHIRO, Male Adventurer, Tough3/Strong1: Init +1; Defense 15; PF/PV 27.16/14; Atk +6 melee, +5 ranged; SV Fort +5, Ref +3, Will +2; Rep +1; Str 16, Dex 14, Con 14, Int 10, Wis 12, Cha 8.
Skills: Climb +5, Jump +7, Listen +3, Ride +5, Spot +5, Survival +7, Swim +5*.
Feats: Alertness, Archaic Weapons Proficiency, Combat Reflexes, Endurance, Simple Weapons Proficiency.
Talents: Energy Resistance (fire), Extreme Effort, Remain Conscious.
Languages: Comum.

[4] SEBASTIÃO, Male Rural, Strong2/Dedicated2: Init +1; Defense 15; PF/PV 18.10/12; Atk +6 melee, +4 ranged; SV Fort +5, Ref +1, Will +6; Rep +1; Str 16, Dex 13, Con 12, Int 10, Wis 15, Cha 8.
Skills: Climb +6, Investigate +2, Knowledge (earth and life sciences) +4, Knowledge (theology and philosophy) +2, Listen +6, Sense Motive +7, Spot +5, Survival +7, Treat Injury +5.
Feats: Attentive, Blind-Fight, Brawl, Combat Reflexes
, Iron Will, Simple Weapons Proficiency.
Talents: Empathy, Melee Smash.
Languages: Comum.

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Silent Spring

Horas volvidas caminhando adentro pelo deserto de sal e nem sinal de aproximação do tal planalto. A única prova que os vossos olhos conseguiam absorver de que realmente se estavam a afastar da mina era que o Alto Crescente estava cada vez mais distante. No entanto, por vezes os cumes pareciam estar suspensos no vazio, para logo depois estarem de novo ligados ao chão branco pelas encostas.

"Os olhos pregam-nos partidas, não é?" — apercebendo-se de que vão ficando para trás, Tull explica-vos: "É uma ilusão de óptica provocada pelo calor." — e, sorrindo, pergunta-vos: "Ainda não conseguiram ver o planalto, pois não? Vamos então fazer uma pausa..." — e, nisto, senta-se no chão, convidando-vos a fazer o mesmo. E, qual não é o vosso espanto quando, depois de se sentarem, se apercebem do marco geológico a aparecer diante dos vossos olhos, distante na paisagem.

"É uma miragem." — continua Tull: "Enquanto estavamos de pé só conseguiamos ver o deserto que está para lá do Planalto. Só a esta altura é que ele se nos revela." — e, olhando para a vossa cara de cansaço: "Descansem um pouco."


Aproveitam a pausa para pensar um pouco.

Dodoni procura indícios duma linguagem secreta que a possam ajudar a decifrar os nove picos de som que os finalistas do Departamento de Ciências Físicas lhe tinham dado a ouvir. Já terão montado os outros receptores necessários à triangulação do sinal?

Katsuhiro recorda o momento em que descobriu um braço humano enterrado no negro do pantanal. Que tipo de informações é que o professor Dias conseguiria recolher? Que surpresas esconderá ainda esta terra que julgava conhecer tão bem?

Sebastião questiona-se sobre as verdadeiras razões que terão estado no afastamento de Cayla e no seu regresso tão fugaz. Seriam razões de foro filosófico, religioso ou político? E que saudades das suas alfarrobas...

[E assim recomeçamos... num novo cenário. Que sirva este post também para vos relembrar de algumas situações que, dado o avançar da história, pudessem já estar esquecidas.]

-Portanto, alguêm que não

-Portanto, alguêm que não venha de facto aqui, mas que se limita a observar de longe, nunca descobrirá o planalto. Inteligente e seguro.

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Silent Spring ii

"É a inteligência da própria natureza..."responde Tull, ao que se levanta de um só salto, demasiado excitado com o que ía contar para se manter sentado no chão: "E o melhor é que isto não acontece só com o calor do dia. À noite as temperaturas no deserto descem de forma assustadora e, por sua vez, o frio também provoca ilusões à sua maneira muito própria." — e, olhando directamente para Sebastião: "É a Visão d'A Arca." — e, depois duma breve pausa: "Venham! Conto-vos pelo caminho."

E, com efeito, enquanto avançam em direcção ao Planalto Verde, Tull conta-vos a história do primeiro Alpha:

"Antes era prática habitual entre os frades do Priorado fazer um retiro espiritual de dois a três dias pelo deserto. Mas nunca ninguém se embrenhava muito pelo deserto adentro, preferindo caminhar com as colinas do Alto Crescente à vista. Diziam que quando se afastavam as montanhas desapareciam sem explicação... Mas o primeiro Alpha compreendeu que isso se tratava apenas de uma ilusão provocada pelo calor e, sem medo, um dia resolveu entrar a fundo pelo deserto de sal." — nisto olha para vocês como que para reforçar que, para a altura, aquilo era visto como um acto mais de loucura do que de coragem. E continua:

"Nas suas primeiras incursões viu-se obrigado a voltar para trás rapidamente, por causa das tempestades de vento. Mas, à terceira visita, numa noite de intenso frio, descobriu aquilo que chamou da "Visão d'A Arca". É que durante o frio o planalto à distância vê-se reflectido sobre si próprio e dá a impressão de se estar a ver um barco enorme, à distância. — e, bem mais rápido: "Claro que isso lhe valeu a expulsão da ordem por heresia e agora, olhem, cá estamos nós!"

Começava já a anoitecer e Tull pergunta-vos o que é que preferem:

"Continuar a caminhada durante a noite ou pernoitar em local seguro e continuar só amanhã...?"

-É melhor dormir agora,

-É melhor dormir agora, para estarmos bem repousados para amanhã.

"Que maravilha"- pensa Dodoni- "passo de um bando de velhos retrógados para uns místicos que nem a ilusão de realidade tem. Até o priorado parece melhor do que isto!

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Silent Spring iii

Continuam então a pé pelo deserto de sal.

Com o anoitecer a temperatura começa a descer e, com isso, a ilusão desaparece por completo, deixando-vos ver o planalto à distância. Tull aproveita para continuar com a história do primeiro Alpha:

"Aonde é que eu ía? Ah, claro! O primeiro Alpha há muito que se questionava acerca do mito da nossa origem. A história de que a Terra tinha apodrecido com toda a poluição e que tinhamos chegado a Emerson numa Arca simplesmente não batia certo. Pareciam contos de crianças. Por isso começou a levantar algumas questões, primeiro junto dos seus irmãos, depois junto da população. Ele defendia que a Arca sempre tinha estado em Emerson e que bastava procurar por ela para A vermos, sem termos que acreditar nas promessas vãs do Priorado de que "um dia" a Arca nos seria revelada. Ora, quando os seus sermões chegaram aos ouvidos do Legado já pouco podia ser feito. No entanto o Legado ainda o conseguiu desacreditar aos olhos da maioria e, depois de o excomungar e o acusar de heresia. Mas os seus seguidores mantiveram-se fiéis e, mostrando uma fé imensa, seguiram-no deserto adentro, mesmo sem saberem para onde iam. Tal a vontade de que A Arca se lhes fosse revelada." — pausa e sorri.

"E, tal como nesse dia, A Arca é-vos agora revelada." — pára, apontando em direcção ao Planalto Verde. Mal se tinham apercebido ainda, mas o frio tinha caído depressa. Até ao ponto em que conseguiam ver o ar que respiravam. E era esse mesmo frio que espelhava o planalto sobre si mesmo, dando a ilusão de se formar uma arca no céu.

Posto isto, a ilusão de óptica nem vos deixa perceber de que Tull tinha desaparecido. Na verdade, apenas Sebastião se apercebera de que, tal como na sua primeira caminhada, Tull procurava refúgio numa galeria subterrânea — não para o vento, como da outra vez, mas contra o frio que começava a fazer-se sentir.

De repente, Tull voltava a aparecer de um buraco do chão, mesmo ao vosso lado:

"Venham. Faz muito frio à noite. Poderemos descansar cá em baixo."

Sebastião já estava habituado ao frio do deserto; da mesma forma, Katsuhiro costumava escalar muitas vezes sozinho na montanha, pelo que o frio não era grande impedimento; mas Dodoni não estava nem preparada nem vestida para tanto frio — poucos minutos bastaram para que começasse a perder a sensibilidade nos dedos dos pés. [Perde 2 PF, cold damage.]

Continuar!

Sebastião ouvia as histórias contadas por Tull, e com mais saudades ficava do planalto. Já só se imaginava de volta ao seu lago, às suas plantações, à sua casa. TInha falhado na missão que lhe tinha sido incumbida, e agora apenas as imagens do seu passado recatado o acalmavam:

"Não, não devemos ficar parados no deserto. É perigoso. Façamos mais um esforço e aproveitemos também a noite para nos aproximarmos mais do Planalto." - Sebastião procurava qualquer pretexto para que os seus companheiros quisessem seguir viagem, e virando-se para eles acrescenta: "Até pode ser que vislumbremos a visão da Arca!"

-Espero que ao menos dê

-Espero que ao menos dê para tomar um banho quente lá e comer sem as coisas explodirem à nossa volta. Bem, você é que conhece esta zona, por isso deve saber o que é melhor.

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

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Dodona comecou a ficar

Dodona comecou a ficar pálida.

-Preciso de me aquecer. Depressa. Ou congelo aqui mesmo.

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Planalto Verde — a chegada

Uma vez no interior do tal buraco, não tardou muito para que a temperatura se tornasse bem mais confortável do que no exterior.

Tull convida-vos a adormecer:

"O calor absorvido durante o dia demora mais tempo a desaparecer cá debaixo do que à superfície. Não deveremos ter frio durante a noite." — e voltando-se para Dodoni: "Sentir-se-ão mais calmos perante o Primogénito Alpha depois duma noite bem dormida." — acabando com um sorriso, ao que se senta no chão e, pouco depois, encostado à parede rochosa, adormece.

* * * * *

De manhã, a viagem até ao Planalto Verde parece demorar bem menos do que as miragens de ontem vos pareciam fazer crer.No meio de um deserto de sal, levantava-se um planalto rochoso, orgulhoso da heresia dos seus habitantes.

À chegada, Tull faz sinal a Sebastião que fique para trás com Dodoni e Katsuhiro enquanto se aproxima da entrada, trocando palavras amenas com o Filho que se encontrava a guardar essa entrada. Este último entra, ficando Tull à entrada que, calmamente, se vira para vocês sorrindo.

Pouco depois, o guarda da entrada regressa com mais dois tipos, um homem e uma mulher que se aproximam de Katsuhiro e Dodoni, respectivamente, ao que Tull vos explica:

"Estes serão os vossos guias no Planalto. Voltaremos a ver-nos mais tarde." — ao que se despede, aproximando-se de Sebastião:

"Vem, a Cayla vai querer saber de ti."

Dodoni observa os

Dodoni observa os recém-chegados epara ver como eles são.

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

De volta

Sebastião não sabia como enfrentar Cayla... a vergonha que ainda sentia, era como um aperto constante que o sufocava. E, embora a viagem de volta ao Planalto o tivesse animado, o reencontro com Cayla voltava a piorar a situação:

"Muito bem... " - murmurou Sebastião, preparando-se para ir ao encontro da Primogénita.

Katsuhiro diz entredentes a

Katsuhiro diz entredentes a Dodoni enquanto observa a chegada dos "guias":

" Estes guias cheiram me mais a guardas, mas acho que devemos seguir as regras por enquanto!"

Planalto Verde — a recepção

Dodoni e Katsuhiro

Os guias prontamente vos convidam a subir pela entrada até ao nível superior para visitarem o jardim interior. Os guias explicam-vos que sem os ensinamentos do primeiro Alpha nada disto teria sido possível. Os guias explicam-vos que não poderão circular livremente pelo planalto até que sejam recebidos pelo Primogénito Alpha, pelo que vos pede alguma paciência e que aproveitem para disfrutar do jardim. Algum tempo depois, aproxima-se um rapaz da mulher que vos acompanha ao que, prontamente, esta se dirige a vocês:

"O Primogénito Alpha está pronto para vos receber. Sigam-me." — posto isto, descem pelo outro lado do jardim por uma espiral de tuneis até chegarem a uma sala de espera com uns bancos escavados no calcário.

"Esperem aqui. O Primogénito Alpha receber-vos-á dentro de momentos." — ao que ambos os guias se afastam, deixando-vos a sós.

[Querem aproveitar para conversar um bocadinho antes de serem chamados?]

Sebastião

Vamos regressar ao teu thread individual por enquanto.

primogenito alpha

Pouco depois um dos guias regressa e leva-vos ate a outra sala onde se encontrava um homem de longa idade mas de traços joviais. Sorridente, convida-vos a sentarem-se:

"Apesar do que muito provavelmente terao ouvido da boca do Priorado, nao somos nenhuns barbaros. Por favor, sentem-se." — e, sorrindo, oferece-vos uma xicara de cha, explicando: "Esta infusao e da minha plantacao particular. Espero que gostem." — ao que, enchendo todas as xicaras dum mesmo bule, dá uma golada da sua xicara como se a agua estivesse apenas morna, apesar de fumegar profusamente.

Depois das primeiras "trocas de galhardetes", o homem apresenta-se como sendo o Primogenito Alpha, colocando-vos: "...totalmente a vontade, uma vez que isto nao passa de uma conversa informal." — acabando por perguntar: "O que vos traz aqui? Com certeza saberao que o Priorado proibiu toda e qualquer incursao pela Primavera Calada* adentro sob pena de excomunhao." — e, voltando-se para Dodoni: "O que espera encontrar no Planalto...?"

* Primavera Calada = deserto de sal.

-Agradeço-lhe terem-nos

-Agradeço-lhe terem-nos recebido tão cordialmente, sobretudo uma vez que viemos dos outro lado. Embora eu me exponha a complicações se for apanhada, imagino que no vosso caso seja pior, dado que são considerados praticamente inimigos. Bem, quanto ao motivo que me trouxe até aqui, tenho de me apresentar um pouco. Chamo-me Dodoni, e sou estudante de antropologia, embora faça fortes incursões na área da linguística. Ora numa investigação, encontrei um código que não consegui decifrar. O priorado viu com maus olhos essas investigações, mas ao fazer umas perguntas, acabei de descobrir a vossa existência, e que talvez pudessem dar respostas às minhas interrogações.

Mostro o que tenho.

Bem, a minha especi

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

exposição

Dodoni apresenta respeitosamente a sua missão perante o Primogénito Alpha que a ouve com curiosidade. Não era todos os dias que um habitante de Emerson era aceite dentro do Planalto Verde, e ainda para mais, lhe era deixado penetrar a sala do seu mais alto grau representante. Estes visitantes sabiam bem que se a sua presença aqui transpirasse até ao Priorado, a sua vida em Emerson nunca mais seria a mesma.

Enquanto Dodoni expunha o seu caso, Katsuhiro observava atentamente o rosto do Primogénito Alpha. Toda a sua face parecia sorrir perante as palavras de Dodoni. No entanto, finda a apresentação do seu caso, a sua resposta não foi a que estavam à espera:

"Como deve imaginar cara Dodoni nada me daria maior satisfação do que aplicar um golpe à credibilidade do Priorado. Ainda assim, e apesar de ter ouvido atentamente tudo o que me contou, não posso dizer-lhe que alguma vez tenha ouvido falar na existência de uma linguagem codificada no Planalto Verde." — e, depois de uma breve pausa: "Como deverá compreender, mesmo que esse código alguma vez tenha sido uma realidade há muito que saiu dos corredores do Planalto Verde com o primeiro Alpha."

Dodoni não queria acreditar no que estava a ouvir, mas nada lhe fazia crer que ele estaria a mentir.

"Posso ajudá-los em mais alguma coisa?"

-Não quero parecer

-Não quero parecer desrespeitosa, mas não conheço praticamente nada da vossa comunidade. O que sucedeu ao primeiro Alfa? E quem era ele? Qualquer pista por mais irrelevante que possa parecer pode ajudar.

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

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entre sorrisos

Ele ouve com interesse e, abanando a cabeça:

"O primeiro Alpha há muito que nos deixou." — mas logo pára um instante para pensar: "Mas dizia a menina Dodoni que isto era um caso de descodificação, não é verdade? Estou em crer que alguém na Quarta Primogenitura a conseguirá ajudar." — sorri. Poucos segundos volvidos entrava um dos guias na sala que logo se dirige ao Primogénito como quem tivesse sido chamado.

(Leva-os à Quarta.)conseguem-lhe ouvir, entre sussurros, ao que de novo se dirige a vocês:

"Serão escoltados até à Quarta Primogenitura." — indicando-vos a saída. "O treino que praticam lá nutre o raciocínio e encontrarão toda a ajuda que necessitam." — e, voltando-se para Dodoni: "Estimo que voltaremos a ver-nos." — ao que, sorrindo, se afasta para um recanto da sala mais afastado.

-Fico-lhe muito agradecida

-Fico-lhe muito agradecida pela compreensão e pelo esforço que está a fazer em nos ajudar.

Despeço-me e saio.

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

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hurry

O Primogénito Alpha sorri lá do canto e o guia prontamente sai da sala ficando à vossa espera depois do corredor. A verdade é que nestas galerias, quase sempre escavadas no calcário mole do planalto, nem sempre se usava uma porta para confinar um espaço. E este era o caso da sala do Primogénito que se separava da sala seguinte por um longo túnel e nenhuma porta. Claro que seria de esperar que nas laterais do túnel existissem outras salas mas, certamente, não estariam ao vosso alcance durante esta visita.

O guia esperava-vos ao fundo do túnel e, mal vocês se aproximam, começa de novo a subir a espiral de corredores que passava pelos jardins. Pouco ou nada disse durante o caminho, ainda que sempre tentasse dar um ar de simpatia. Os poucos monossílabos que lançou ao ar serviam pura e exclusivamente para se certificar que o continuavam a seguir.

Curiosamente, cruzam-se com Sebastião e Tull que conversavam num dos túneis — ainda que Tull parecesse algo estranho, como se tivesse cortado a conversa que estava a ter com Sebastião ao meio... Não conseguiram deslindar nada da conversa, se bem que Tull não conseguia esconder a tensão na sua voz:

"Bons olhos os vejam!"

E, uma vez que ficavam para trás o guia pára numa intersecção e solta outro monossílabo na vossa direcção para que o seguissem. Só que, para vosso espanto, alguém lhe aplica um golpe seco que logo o coloca inconsciente. Acto contínuo, por detrás da esquina surge um jovem empunhando um bastão, dizendo:

"Depressa, não é seguro ficarem aqui!" — e, voltando-se para Sebastião: "Teão, não é? Foi a Cayla que me enviou aqui!"

Apesar da estupefacção de Sebastião, Tull já vos impelia a seguirem o jovem:

"Depressa, vamos!"

-Calma lá! Até agora

-Calma lá! Até agora fomos bem recebidos, que história é essa? Eu não vou meter-me em sarilhos extras por um desconhecido!

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Confusão

- "Tull, quem é este? O que se passa? Quanto tempo acham que duramos a fugir por aí com este tipo deitado aqui no meio do corredor?"

-Claro, que esperava?Se

-Claro, que esperava?Se esta gente viveu fugida do priorado, já temos muita sorte em nos receber. O pior é que nem sequer sabemos quais são as regras deles e podemos quebrar uma sem querer.

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

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Emerson - a caminho do fim 1

[Passo a relatar o que tinha planeado como continuação deste thread.]

No seguimento do encontro entre Dodoni e Katsuhiro com Tull e Sebastião há mais uma pessoa que se lhes junta: Abraão, depois de neutralizar o guia que levava os visitantes até à 4ª Primogenitura. Ao que parece, segundo Abraão, tudo isso não passava de uma forma de os atrasar enquanto o Primogénito Alpha decidia o que fazer com eles. Por outro lado, Cayla sabia onde podiam encontrar a informação de que precisavam: na cordilheira do Alto Crescente.

Obrigados a sair à pressa do Planalto Verde rapidamente atingem as primeiras colinas do Alto Crescente, altura em que reparam que estão a ser seguidos. Tull decide ficar para trás por forma a atrasar o avanço dos perseguidores, mas não sem antes terminar o que estava a tentar contar a Sebastião aquando da interrupção: a Cayla com quem Sebastião tinha falado não era a Cayla que ele conhecia. A verdadeira Cayla vivia na clandestinidade, protegida por um amigo da 7ª Primogenitura (cujo elemento era o Ar), que a deixava esconder no seu próprio corpo para que os seus inimigos a continuem a julgar morta — depois da tentativa fracassada que levaram a cabo antes da troca de identidades.

Tull despede-se, talvez pela última vez...

O resto do grupo avança então colina acima, o que a muito ajuda a experiência de Katsuhiro. O mapa que Cayla tinha dado a Abraão só os ajudava a chegar até meio do caminho. Agora, o grupo tinha que esperar por ser encontrado — segundo Cayla. E, com efeito, pouco tempo depois de chegarem ao primeiro cume são interceptados por uma matilha de deino-cães com ar de poucos amigos. Depois do primeiro susto, são surpreendidos por um som estridente saído, percebem depois, dos lábios de um velhote que se aproxima sem darem por ele. Ao que parece, chamava-se àquilo "assobiar" e só o velhote ainda se lembrava de quando isso não tinha sido proibido pelo Priorado, por razões que tinham que ver com a decência e o pudor.

Em conversa com o velhote, que aparentava não ter mais de cinquenta anos, tratava-se, nada mais nada menos, do que O primeiro Alpha. Tal, a ser verdade, dava-lhe um mínimo de cem anos de idade. Mas, quando questionado acerca da sua condição, ele apenas sorria, dizendo que O Primeiro Pai lhe tinha mostrado o caminho.

Depois da surpresa inicial, Dodoni apressa-se a colocar-lhe a questão que a trazia ao lado de cá do Alto Crescente ao que, sem demorar muito tempo, o velhote traduz como significando simplesmente as letras S e O. Conta ele que seriam as iniciais de uma expressão pré-Arca que queriria dizer Save Our Souls. No fundo, uma sigla universalmente conhecida como um pedido de ajuda.

O velhote ainda vos oferece um chá antes de seguirem caminho, pedindo-vos apenas sigilo acerca da sua presença ali — no fundo, tanto o Priorado como algumas figuras do Planalto Verde não gostariam nada de o saber ainda vivo.

Feitas as despedidas, encontravam-se já a descer a colina quando são emboscados pelos perseguidores sobreviventes que, logo no ataque surpresa, colocam Dodoni inconsciente. Sebastião, Katsuhiro e Abraão gastam as forças iniciais contra o que parecem ser um grupo de 5 neófitos. Só depois se vem a confirmar estarem a lutar contra ilusões conjuradas por faux-Cayla, escondida por detrás de uma rocha. Esta encontrava-se visivelmente magoada como resultado do seu combate com Tull e, como última jogada, ainda tenta apelar a Sebastião para que a ajude. Mas ele consegue ver através dela e termina ali as suas intenções. Eis que, derrotada, volta à sua forma natural — um homem careca de barba ruiva — e, atirando-se sobre Sebastião(que se desvia à última da hora), cai precipício abaixo.

[Continua...]

Emerson - a caminho do fim 2

Continuando colina abaixo logo encontram Tull, rodeado pelo resto dos perseguidores, todos caídos pelo chão. Tull encontrava-se inconsciente mas talvez sobrevivesse caso recebesse ajuda dentro de pouco tempo. No entanto, não tinham como o transportar até ao Planalto Verde em segurança. Mas eis que são surpreendidos por uma rabanada de vento e, no seu seio, materializa-se um Filho de ar sereno e cabelo grisalho, ainda que aparentasse ser bastante novo. Acto contínuo, como se ocupasse o mesmo espaço que ele, dando um passo em frente surge Cayla de dentro do seu corpo que, pedindo a ajuda de Sebastião, consegue colocar Tull de pé por forma a ser "absorvido" pelo Filho de cabelo grisalho que, sem grandes palavras, de novo se converteu num remoinho de vento a caminho do Planalto Verde.

Aí Cayla, a verdadeira Cayla, volta-se primeiro para Sebastião (chamando-o por Teão) e depois para os restantes, agradecendo-lhes por este grande sucesso. Depois, caso Teão e Abraão a queiram ajudar, voltará ao Planalto para desmascarar os seus inimigos e restaurar a confiança nos Primogénitos. E, por fim, despede-se dos visitantes e, com os seus dois aliados de confiança, regressa ao Planalto Verde para lutarem juntos pelo que acreditam.

Dodoni e Katsuhiro separam-se do resto do grupo, caminhando pelo sopé até às minas de sal. Atravessam a montanha pelo elevador interior e, já do outro lado, reencontram a Dr.ª Vanessa, para seu espanto. Contrariando o planeado, a Dr.ª Vanessa tinha permanecido nas minas para acompanhar de perto o desenvolvimento de alguns estudantes que, no regresso das minas de sal, haviam sofrido um ataque violento levado a cabo por um bando de mutantes horrendos.

[Continua aqui.]