Começo a perceber que os tops são importantes. Reparei nisso quando fiquei muito indignado por ver alguns dos meus jogos favoritos serem maltratados pelas injustiças dos gostos dos outros. Também me apercebi que as listinhas das coisinhas que se querem, são sempre mais ou menos importantes para quem as faz. No meu caso, uso-as, sobretudo, para não me esquecer deste ou daquele jogo que agora descobri, no caso de outros são necessidades, estão no topo, ou na base, da pirâmide de Maslow.
Mas o mais importante, por aquilo que me foi dado a perceber, é a constante mutação. Eu, como muitos, sou um jogador temperamental. Gosto disto hoje, muito mais do que vou gostar amanhã. Gosto menos daquilo amanhã muito menos do que irei gostar no dia seguinte. E assim se vão fazendo as wishlists e os tops, com alterações de última hora, com assombros de boas ou más disposições, com alterações de humor, ritmo diário, parceiros de jogo e outras coisas mais ou menos humanas.
Quando comecei a jogar Risco era o jogo dos jogos. Como costumamos dizer por aqui era "o jogo". Chamávamos "o jogo" ao Risco como bebíamos uma garrafa de Porta da Ravessa achando que era o melhor vinho do mundo. Tinha uma entrada agradável, era um alentejano simples, fácil de beber. Nesta altura gostávamos de Risco porque não conhecíamos mais nada.